Bitcoin is losing its 'digital gold' status — and that's great, analysts say
Gold up 66%, Bitcoin down 6.3% in 2025. Fidelity and Fair Lead analysts argue this divergence isn’t failure — it’s Bitcoin finding its true identity.
The historic 2025 divergence — gold up 66%, Bitcoin down 6.3% — marks the end of the ‘digital gold’ narrative.
A Fidelity analyst argues Bitcoin’s decorrelation from all other asset classes is the ‘holy grail’ of finance.
For 2026, a Fair Lead Strategies analyst projects a ‘relief rally’ with a target of $105,000 before a new bear market begins.
The year 2025 cemented a historic divergence between gold and Bitcoin (BTC), challenging the narrative that both assets serve the same purpose in times of crisis.
While the precious metal surged 66%, reaching new all-time highs above $4,600, the leading cryptocurrency closed 2025 in the red with a 6.3% decline. For some analysts, this opposite behavior signals that Bitcoin is losing its 'digital gold' status, as it failed to act as a safe-haven asset during a period of macroeconomic uncertainty and geopolitical turbulence.
Christopher Kuiper, director of research at Fidelity Digital Assets, and Katie Stockton, founder of Fair Lead Strategies, argue that Bitcoin’s underperformance in 2025 is not a sign of weakness, but part of a positive development for the long-term investment thesis on the crypto asset.
Stockton stated on the "Markets Outlook" podcast that Bitcoin’s price action and volatility in 2025 show the crypto asset is not fulfilling the classic function of a safe-haven asset. Although it hit new all-time highs during the year, a correction of more than 30% in the fourth quarter erased all gains accumulated during the period.
Stockton notes that sharp price swings and the asset’s cyclical nature fundamentally distinguish it from conventional safe havens. In her view, Bitcoin’s behavior during risk-off moments confirms that markets treat it as a growth asset similar to tech stocks — not a store of value:
"For me, Bitcoin has never been treated as a safe haven. The characteristics are really very different and I think the current environment has been an example of that."
Kuiper aligned with this view during an appearance on "The Milk Road Show" podcast, emphasizing that there is no comparing gold’s millennia-old maturity with the nascent crypto ecosystem. According to the Fidelity analyst, large institutions, sovereign funds, and central banks still rely on "gold’s millennia of history" as the primary safeguard against fiat currency devaluation. The proof is that, in a context of dollar devaluation, gold posted one of its best annual performances in recent history:
"Gold had its fourth-best year in history since the end of the gold standard."
Bitcoin, by contrast, being still a "very nascent" asset in the price discovery phase, succumbed to the cyclical dynamics of crypto investment. Throughout 2025, the market saw long-term holders liquidating their positions and a slowdown in ETF inflows. Both factors drove the correction that followed Bitcoin’s all-time high of $126,000, recorded in October.
Bitcoin’s ‘new role’
For both analysts, the negative performance doesn’t mean Bitcoin failed — the crypto asset is adapting to a "new role." Kuiper argues that the low correlation between Bitcoin and gold makes them complementary, not competing assets. Rather than replicating gold’s behavior as a stable store of value, Bitcoin is establishing itself as an unprecedented portfolio diversifier, Stockton adds:
"We don’t have that safe-haven characteristic in the way that it’s trading right now. But we do have an asset that is being treated differently from every other asset class."
This independence was evident not only relative to gold, but also in Bitcoin’s growing decorrelation from the NASDAQ 100:
"It’s unusual to see crypto assets going up while equity markets are going down, but this is a pattern that has started to emerge."
For Kuiper, this decorrelation is the greatest differentiator the crypto asset can offer investors:
"That is the holy grail of finance: putting something in your portfolio that is not correlated with everything else, which can improve your risk-adjusted returns."
Bitcoin price outlook for 2026
For both analysts, 2026 will be a year of market restructuring. Kuiper believes that despite the sideways price action seen in 2025, regulation and sector infrastructure advanced in an unprecedented way. The new cycle created what Kuiper calls "structural demand": a recurring capital flow independent of halving cycles or geopolitical crises.
From a short-term perspective, Stockton warns that Bitcoin is unlikely to reach new all-time highs in 2026. The analyst projects a "relief rally" in the first months of the year, with a price target of around $105,000, contingent on Bitcoin holding the $86,000–$88,000 support level. However, signs of exhaustion on the monthly chart suggest steeper declines afterward, consolidating a new bear cycle.
The historical correlation pattern between gold and Bitcoin signals a gain of up to 50% in 2026, according to Matt Hougan, global head of research at Bitwise Asset Management, which would put Bitcoin at new all-time highs around $150,000 by year-end.
Bitcoin está perdendo status de 'ouro digital' – e isso é ótimo, afirmam analistas
Ouro em alta de 66%, Bitcoin em queda de 6,3% em 2025. Analistas da Fidelity e da Fair Lead argumentam que a divergência não é fracasso — é o Bitcoin encontrando sua identidade real.
A divergência histórica de 2025, onde o ouro subiu 66% e o Bitcoin caiu 6,3%, marca o fim da narrativa do 'ouro digital.'
Analista da Fidelity argumenta que a descorrelação do Bitcoin com as demais classes de ativos é o 'santo graal' das finanças.
Para 2026, analista da Fair Lead Strategies projeta um 'rali de alívio' com alvo em US$ 105.000 antes do início de novo mercado de baixa.
O ano de 2025 consolidou uma divergência histórica entre o ouro e o Bitcoin (BTC), contestando a narrativa de que ambos servem aos mesmos propósitos em tempos de crise.
Enquanto o metal precioso valorizou 66%, alcançando novas máximas históricas acima de US$4.600, o principal criptoativo do mercado fechou 2025 no vermelho, com uma queda de 6,3%. Para alguns analistas, esse comportamento oposto sinaliza que o Bitcoin está perdendo seu status de "ouro digital", uma vez que não funcionou como um ativo de proteção em um período de incertezas macroeconômicas e turbulências geopolíticas.
Christopher Kuiper, diretor de pesquisa da Fidelity Digital Assets, e Katie Stockton, fundadora da Fair Lead Strategies, argumentam que o desempenho inferior do Bitcoin em 2025 não é um sinal de fraqueza, mas sim parte de um desdobramento positivo para a tese de investimento no criptoativo com foco no longo prazo.
Stockton declarou em participação no podcast "Markets Outlook" que a ação de preço e a volatilidade registradas pelo Bitcoin em 2025 mostram que o criptoativo não está cumprindo a função clássica de um ativo de proteção. Embora tenha atingido novas máximas históricas ao longo do ano, uma correção superior a 30% no quarto trimestre eliminou todos os ganhos acumulados no período.
Stockton observa que oscilações bruscas no preço e a natureza cíclica do ativo o distinguem fundamentalmente de portos seguros convencionais. Para a analista, o comportamento do Bitcoin durante momentos de aversão ao risco confirma que o mercado o enxerga como um ativo de crescimento similar às ações de tecnologia:
"Para mim, o Bitcoin nunca foi tratado como um porto seguro. As características são realmente muito diferentes e acho que o cenário atual tem sido um exemplo disso."
Kuiper alinhou-se ao mesmo ponto de vista durante participação no podcast "The Milk Road Show", enfatizando que não há como comparar a maturidade milenar do ouro com o ecossistema nascente das criptomoedas. Segundo o analista da Fidelity, grandes instituições, fundos soberanos e bancos centrais ainda recorrem aos "milênios de história do ouro" como salvaguarda primária. A prova é que, em um contexto de desvalorização do dólar, o ouro registrou um dos melhores desempenhos anuais em seu histórico recente:
"O ouro teve o seu quarto melhor ano em sua história desde o fim do padrão-ouro."
Em contrapartida, o Bitcoin, sendo ainda um ativo "muito incipiente" e em fase de descoberta de preço, sucumbiu à dinâmica cíclica dos investimentos em criptomoedas. Ao longo de 2025, o mercado testemunhou detentores de longo prazo se desfazendo de suas posições e uma desaceleração nos fluxos de entrada nos ETFs. Ambos os fatores foram determinantes para a correção que se seguiu à máxima histórica de US$ 126.000, registrada em outubro.
O "novo papel" do Bitcoin
Para ambos os analistas, o desempenho negativo não significa que o Bitcoin falhou, mas sim que o criptoativo está se adequando a um "novo papel." Kuiper argumenta que a baixa correlação entre Bitcoin e ouro os torna complementáres. Em vez de tentar replicar o comportamento do ouro como reserva de valor estável, o ativo está se estabelecendo como um diversificador de portfólio sem precedentes:
"Não temos essa característica de porto seguro pela forma como ele está sendo negociado agora. Mas temos um ativo que está sendo tratado de forma diferente de todas as outras classes de ativos."
No ano passado, essa independência ficou evidente não apenas em relação ao ouro, mas também pela descorrelação crescente em relação ao NASDAQ 100:
"É incomum observar criptoativos em alta enquanto os mercados de ações estão em queda, mas esse é um padrão que começou a emergir."
Para Kuiper, essa descorrelação com as demais classes de ativos é o maior diferencial que o criptoativo pode oferecer:
"Isso é o santo graal das finanças: colocar algo em seu portfólio que não esteja correlacionado com todo o resto, o que pode melhorar seus retornos ajustados ao risco."
Perspectivas para o preço do Bitcoin em 2026
Para ambos os analistas, 2026 será um ano de reestruturação do mercado. Kuiper acredita que, apesar da ação de preço lateral observada em 2025, a regulação e a infraestrutura do setor avançaram de forma inédita. O novo ciclo criou o que Kuiper chama de "demanda estrutural": um fluxo de capital recorrente cuja dinâmica não depende dos ciclos do halving ou de crises.
Sob um ponto de vista de curto prazo, Stockton alerta que dificilmente o preço do Bitcoin atingirá novos recordes históricos em 2026. A analista projeta um "rali de alívio" nos primeiros meses do ano, com um preço-alvo em torno de US$ 105.000, desde que o Bitcoin sustente o suporte entre US$ 86.000 e US$ 88.000. No entanto, sinais de exaustão no gráfico mensal sugerem que, após esse possível repique, o mercado enfrentará quedas mais acentuadas, consolidando um novo ciclo de baixa.
O padrão histórico de correlação entre o ouro e o Bitcoin sinaliza uma alta de até 50% no preço do criptoativo em 2026, de acordo com Matt Hougan, chefe global de pesquisa da Bitwise Asset Management. Com isso, o preço do Bitcoin poderia atingir novas máximas históricas em torno de US$ 150.000 até o fim do ano.
Brazil's prediction market boom hits legal limbo as World Cup and elections near
Platforms like Polymarket and Kalshi face regulatory uncertainty with no clear framework — and Brazilian authorities are watching closely.
Prediction markets are thriving in a legal gray zone, creating uncertainty for platforms and users ahead of Brazil's 2026 elections and World Cup.
Without dedicated rules, regulators like the CVM and TSE can step in using existing frameworks — from securities law to electoral oversight.
The order-book model sets prediction markets apart from traditional sportsbooks technically, but won't shield them from financial blockades or court action.
Brazil's biggest events of 2026 — presidential elections and the World Cup — are getting a new twist: betting on the outcomes through prediction markets like Kalshi and Polymarket.
These platforms let users trade contracts tied to future events — everything from match results to election wins. For sports, they work like traditional betting, offering odds on chance outcomes. But in politics, they've proven sharper than polls — because real money is on the line, traders have skin in the game.
In the 2024 US presidential race, Polymarket didn't just call Trump's win over Kamala Harris early — it nailed every swing state.
Now regulators worldwide are worried these markets can actually move election outcomes. Portugal's gambling regulator banned Polymarket this week, citing lack of licensing. It's not alone: over 30 countries — including Russia, Italy, and France — have already restricted the platform. As Brazil's election heats up, local regulators are next in line to decide how far they'll go.
Operating in legal limbo
Brazil has no laws specifically covering prediction markets. That means platforms exist in a gray zone — and the rules that apply depend on how they're structured, lawyers told Cointelegraph Brasil.
"Right now, these contracts are treated as atypical civil agreements, as long as they stay within legal bounds, respect public order, and don't violate good morals," said Anna Lucia Berardinelli Castello Branco, a digital assets partner at Villemor Amaral Advogados.
The key distinction from fixed-odds betting is how prices are set — and who's on the other side of the trade. Traditional sportsbooks act as the "house," setting odds upfront and taking the opposite side of every bet. Prediction markets, by contrast, run on order books: users submit buy and sell orders, and prices move based on supply and demand — much like a stock exchange or crypto platform, explained attorney Thiago dos Santos Amaral:
"There's no platform setting the odds. It's a queue of orders submitted by participants themselves, and prices shift as those orders match — just like a brokerage or crypto exchange."
Without unified regulation, multiple agencies can step in depending on how a platform operates. Brazil's securities regulator, the CVM, can intervene "if it determines the contracts qualify as derivatives or other securities — especially when standardized contracts are publicly offered and derive value from uncertain future events," said Pedro Torres, a virtual assets specialist at Sydow e Torres Advogados.
If a platform acts like a traditional bookmaker — setting odds and offering signup bonuses — it risks sanctions from the Finance Ministry's betting oversight body. And Congress could still step in with new laws focused on transparency, consumer protection, and anti-manipulation rules. Insider trading remains one of the biggest criticisms of these platforms.
"Given how fast these platforms are growing, it's very likely this ends up on the legislative agenda," Castello Branco said.
Election markets face TSE crackdown risk
Political prediction markets are especially controversial — and run up against Brazil's electoral laws. "Legally, there's no explicit ban on listing contracts tied to presidential elections," Torres said. In theory, any objectively verifiable event can be traded. But Brazil's electoral court, the TSE, has historically taken a hard line against monetizing election outcomes, arguing that betting can distort campaigns and manipulate public opinion.
"Linking financial incentives to political results raises red flags about democratic interference, misinformation, and artificial influence on voters," Castello Branco said. While there's no outright legislative ban, platforms could still face "administrative investigations, civil lawsuits for collective damages, and operational restrictions" from the TSE and other government bodies.
Having no legal presence in Brazil doesn't make platforms immune to Brazilian law — though it "makes oversight and enforcement harder," Amaral added:
"In practice, enforcement comes through court orders and directives from authorities targeting touchpoints inside the country."
The most effective weapon? Cutting off money flows. "Payment restrictions hit hardest, through orders to banks and payment processors that handle deposits and withdrawals — they directly block users' ability to move funds, making operations impossible."
For bettors, the biggest risk is getting locked out: a court order could freeze the platform overnight, trapping funds and open positions until an event resolves. Despite tightening global oversight, prediction markets hit a record $700 million in daily volume in January, Cointelegraph Brasil reported.
Em ano de eleições e Copa do Mundo, mercados preditivos ainda operam em 'zona cinzenta' no Brasil
Sem uma legislação setorial específica, o vácuo regulatório em que operam os mercados de previsão cria insegurança para usuários e empresas diante de possíveis ações do TSE e da CVM.
Mercados preditivos operam em um vácuo regulatório no Brasil, gerando incerteza jurídica diante da proximidade das Eleições e da Copa do Mundo de 2026.
A ausência de regras específicas permite que órgãos como CVM e TSE intervenham por meio de normas correlatas, como a Lei das Bets e resoluções eleitorais.
O modelo de 'livro de ofertas' diferencia tecnicamente os mercados preditivos das casas de apostas tradicionais, mas não os isenta de possíveis bloqueios financeiros e judiciais.
A mobilização em torno de eventos de alto apelo emocional e popular, como as eleições presidenciais e a Copa do Mundo, ganhará um componente adicional em 2026: a possibilidade de apostar no resultado das urnas e dos jogos em mercados preditivos como Kalshi e Polymarket.
Os mercados preditivos são plataformas que permitem a negociação de contratos baseados na probabilidade de ocorrência de eventos futuros. No campo esportivo, os mercados preditivos são similares às bets, permitindo apostas baseadas em sorte ou azar.
Na política, esses mercados se tornaram 'termômetros' mais precisos do que as pesquisas de intenção de voto, podendo influenciar de forma indireta os resultados de eleições, já que envolvem o comprometimento financeiro dos envolvidos com um determinado desfecho.
Nas eleições presidenciais dos EUA, em 2024, as apostas na Polymarket não apenas apontaram a vitória de Donald Trump na disputa contra Kamala Harris, como anteciparam que o republicano venceria em todos os "estados pêndulo", que costumam ser decisivos nas eleições americanas.
Em alguns países, os reguladores entendem que os mercados preditivos podem ter influência direta sobre o resultado do pleito e estão agindo para evitar que isso aconteça. Nesta semana, o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos de Portugal bloqueou a Polymarket, sob a alegação de que a plataforma não possui licença para operar no país.
Não foi o primeiro caso. Restrições às operações da plataforma já foram implementadas por mais de 30 países, incluindo Rússia, Itália e França. À medida que as eleições presidenciais se aproximam, será a vez dos reguladores brasileiros estabelecerem limites para as operações dos mercados preditivos no Brasil.
Mercados preditivos operam em um vácuo jurídico no Brasil
Atualmente, o ordenamento jurídico brasileiro não possui uma legislação específica para os mercados preditivos. Advogados ouvidos pelo Cointelegraph Brasil explicam que a ausência de um marco regulatório específico faz com que as normas operacionais variem de acordo com o desenho do produto.
"Na prática, hoje, esses contratos tendem a ser vistos como negócios jurídicos atípicos no âmbito do direito civil, desde que respeitados os limites legais, a ordem pública e os bons costumes", afirma Anna Lucia Berardinelli Castello Branco, sócia de Ativos Digitais, Blockchain e Web3 do Villemor Amaral Advogados.
A principal distinção em relação às bets, ou apostas de quota fixa, reside no mecanismo de formação de preços e na figura da contraparte. No modelo de "banca", característico das apostas esportivas, a plataforma estabelece previamente as cotações (odds) e atua como a contraparte direta do usuário.
Já nos mercados preditivos estruturados sob um "livro de ofertas", a plataforma funciona como um ambiente de negociação peer-to-peer. Essa diferença é fundamental para a classificação do serviço, explica o advogado Thiago dos Santos Amaral:
"No modelo mais comum, não há plataforma fixando odds: há um livro de ofertas, que é uma fila de ordens de compra e venda enviadas pelos próprios participantes, e o preço flutua conforme as ordens de compra e venda se encontram, de modo semelhante ao funcionamento de corretoras de valores ou exchanges de criptomoedas."
A ausência de uma norma setorial unificada para os mercados preditivos dá margem à atuação de órgãos reguladores já estabelecidos, cuja competência é acionada conforme as características de cada plataforma.
As frentes de intervenção dividem-se, fundamentalmente, entre a regulação do mercado de capitais, a fiscalização de jogos e apostas e, em última instância, a criação de leis específicas no Congresso Nacional.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem competência para intervir "caso entenda que os contratos negociados nessas plataformas se caracterizam como derivativos ou outros tipos de valores mobiliários, especialmente se houver a oferta pública de contratos padronizados cujo valor deriva de um evento futuro e incerto", explica Pedro Torres, especialista em ativos virtuais e sócio do Sydow e Torres Advogados.
Se a plataforma operar como uma casa de apostas tradicional, atuando como contraparte (modelo de banca), ou oferecer bônus que incentivem o engajamento dos usuários, há risco de sanções administrativas por parte da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
No âmbito legislativo, existe a prerrogativa para a criação de um marco regulatório específico focado em transparência, proteção ao consumidor e prevenção à manipulação de resultados. A vulnerabilidade ao uso de informações privilegiadas é uma das maiores críticas às plataformas de mercados preditivos.
"Dado o crescimento dessas plataformas, é bastante plausível que o tema avance na agenda legislativa", afirma Castello Branco.
Mercados preditivos eleitorais podem sofrer restrições do TSE
A criação de mercados preditivos sobre o cenário político é um tema controverso que encontra limites na legislação eleitoral. Segundo Torres, "juridicamente, não existe uma proibição legal expressa que impeça mercados preditivos de listar contratos sobre eleições presidenciais no Brasil."
"Em tese, qualquer evento, desde que seja objetivamente verificável e lícito, pode ser objeto de uma operação em mercado preditivo", acrescenta o advogado.
No entanto, essas operações são condicionadas ao entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Historicamente, a Justiça Eleitoral brasileira adota uma postura restritiva à monetização de resultados das urnas, sob o argumento de que as apostas podem interferir na normalidade do pleito e na formação da opinião pública.
"A associação entre incentivos financeiros e resultados políticos pode gerar questionamentos sobre interferência indevida no processo democrático, disseminação de desinformação e influência artificial na opinião pública", afirma Castello Branco.
Nesses casos, embora não haja um veto legislativo direto, as plataformas podem ser alvo de "investigações administrativas, ações civis por danos coletivos e restrições operacionais" por parte do TSE e de outros órgãos da República.
A falta de representação jurídica no Brasil não torna as empresas imunes às leis brasileiras, embora "dificulte a fiscalização e a execução de sanções", acrescenta Amaral:
"Na prática, a atuação costuma ocorrer por decisões judiciais e por determinações de autoridades que atingem pontos de contato no país."
Segundo o advogado, as sanções para as plataformas podem incluir o bloqueio de domínios (DNS), a remoção de aplicativos de lojas digitais, restrições à publicidade e, principalmente, a interrupção de fluxos financeiros:
"As restrições de pagamento costumam ser as mais efetivas, por meio de ordens a instituições que viabilizam depósitos e saques, porque atingem diretamente a capacidade do usuário de realizar pagamentos e retirar recursos, reduzindo ou inviabilizando a operação."
Para o investidor, o maior risco é o bloqueio repentino: uma ordem judicial pode suspender o serviço no Brasil, impedindo o resgate do dinheiro ou o fechamento de posições antes de o evento terminar.
Apesar do crescente escrutínio regulatório em âmbito global, os mercados preditivos atingiram um volume diário recorde de mais de US$ 700 milhões em janeiro, conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil.
Bitcoin miners face 2022-level stress as fees crash and hash rate drops
With transaction fees at their lowest since 2011 and hash rate sliding, the mining sector is entering distress territory that could push prices lower.
Bitcoin miner profitability is hitting levels not seen since the 2022 crypto winter, raising fears of forced selling.
Transaction fees have crashed to their lowest levels since April 2011, squeezing already thin margins.
Historically, miner capitulation clears out weak players and sets the stage for price bottoms — but the pain comes first.
Bitcoin's hash rate has dropped to its lowest levels since September — a warning sign that miner capitulation could be brewing. When struggling miners liquidate their Bitcoin reserves to cover operational costs, it typically hammers the BTC price.
João Wedson, founder of on-chain analytics platform Alphractal, warned on X that miners are caught in a vise: falling Bitcoin prices on one side, collapsing transaction fee revenue on the other.
While mining difficulty has adjusted lower in response to the network's shrinking computing power, the automatic adjustment still keeps the indicator at relatively high levels. This combination of factors discourages continued operations, as operational costs remain elevated while financial returns shrink.
Making matters worse, transaction fees on Bitcoin's blockchain have hit their lowest levels since April 2011, Wedson noted:
"One of the main reasons fees are so low is simple: there's no interest in moving BTC on-chain. Transaction volume is also at multi-year lows. Investors prefer to keep BTC on exchanges (using them as wallets), and the growing use of stablecoins and Layer-2 solutions contributes to this situation."
With fee income nearly gone, miners are almost entirely dependent on the fixed block reward — which was cut in half from 6.25 BTC to 3.125 BTC at the last halving.
Echoes of the 2022 crypto winter
Wedson also flagged the Puell Multiple — an indicator that tracks miner revenue against its annual moving average — which is now sitting at levels last seen in early 2022, during the crypto winter:
"The Puell Multiple is currently at the same levels observed between January and March 2022. This is interesting because many are comparing current BTC price action to that exact period. It suggests that miner sentiment — and profitability — are quite similar."
While the scenario is challenging, Wedson notes that a total capitulation hasn't occurred yet, according to the Hash Capitulation Oscillator. However, "the indicator suggests that a highly competitive environment combined with reduced on-chain demand could force a wave of distressed selling in the near term," Wedson said.
Miners currently hold roughly 2 million BTC (over R$600 billion at current prices). A potential capitulation would therefore amplify selling pressure.
Despite the negative short-term impact, these events function as a necessary movement for the market to re-establish itself in healthier conditions, Wedson told Cointelegraph Brasil:
"Historically, capitulations mark good price bottoms: they eliminate inefficient operations, push difficulty lower, and remove weak hands — paving the way for strong recoveries in the medium term. In scenarios of growing institutional adoption, this can work as a positive catalyst after the reset."
As Cointelegraph Brasil recently reported, Bitcoin's declining hash rate may also be attributed to growing energy demand for artificial intelligence (AI) data processing — a sector that now offers more attractive profit margins.
Pressão sobre mineradores de Bitcoin atinge nível do inverno cripto de 2022 e sinaliza capitulação
Com dificuldade em alta e taxas de rede nos menores níveis desde 2011, o setor de mineração entra em zona de alerta que pode pressionar ainda mais para baixo preço do Bitcoin.
A rentabilidade dos mineradores de Bitcoin atinge níveis críticos, comparáveis aos do inverno cripto de 2022.
A pressão é acentuada pelas taxas de transação da rede, que atualmente registram os menores patamares desde abril de 2011.
Historicamente, eventos de capitulação de mineradores funcionam como um mecanismo de 'limpeza' do mercado, precedendo fundos de preço.
O declínio do hash rate do Bitcoin (BTC) para seus níveis mais baixos desde setembro sinaliza que uma capitulação dos mineradores pode estar a caminho. Caracterizado pela liquidação das reservas de mineradores ineficientes para cobertura de custos operacionais, o evento tradicionalmente impacta negativamente o preço do BTC.
João Wedson, fundador da plataforma de análise de dados on-chain Alphractal, alertou em uma postagem no X que os mineradores estão sob pressão devido à queda do preço do Bitcoin e da receita proveniente das taxas de transação.
Embora a dificuldade de mineração tenha recuado em resposta à queda no poder computacional da rede, o ajuste automático ainda mantém o indicador em patamares relativamente altos. Essa combinação de fatores desestimula a manutenção das atividades, uma vez que os custos operacionais permanecem elevados frente ao retorno financeiro reduzido.
Wedson destaca que essa pressão é agravada pelo fato de as taxas de transação na blockchain do Bitcoin terem atingido os níveis mais baixos desde abril de 2011:
"Uma das principais razões para as taxas serem tão baixas é a falta de interesse em movimentar BTC na blockchain. O volume de transações também está no nível mais baixo em anos. A preferência dos investidores por manter BTC em exchanges (usando-as como carteiras), somada ao uso crescente de stablecoins e soluções de segunda camada (Layer-2), contribui para essa situação."
Com a redução da receita das taxas, os mineradores tornam-se quase exclusivamente dependentes da recompensa fixa por bloco minerado, que foi reduzida de 6,25 BTC para 3,125 BTC no último halving.
Indicador on-chain remete ao inverno cripto de 2022
Wedson aponta também que o Múltiplo de Puell, indicador que avalia a receita dos mineradores em relação à sua média móvel anual, encontra-se atualmente em níveis semelhantes aos observados nos estágios iniciais do mercado de baixa de 2022:
"O múltiplo de Puell está atualmente nos mesmos níveis observados entre janeiro e março de 2022. Isso é interessante porque muitos estão comparando a atual ação de preço do BTC com aquele período exato. Isso sugere que o sentimento dos mineradores — e a lucratividade — também são bastante semelhantes."
Embora o cenário seja desafiador, Wedson pondera que uma capitulação total ainda não ocorreu, segundo o "Hash Capitulation Oscillator". No entanto, "o indicador sugere que um ambiente altamente competitivo combinado à redução da demanda on-chain pode forçar um processo de venda compulsória no curto prazo", afirma Wedson.
Atualmente, os mineradores detêm cerca de 2 milhões de BTC (mais de R$ 600 bilhões em valores atuais). Uma eventual capitulação, portanto, tende a amplificar a pressão vendedora.
Apesar do impacto negativo no curto prazo, esses eventos funcionam como um movimento necessário para que o mercado se restabeleça em condições mais saudáveis, afirma Wedson em depoimento ao Cointelegraph Brasil:
"Historicamente, capitulações marcam bons fundos de preço: eliminam operações ineficientes, ajustam a dificuldade para baixo e removem 'mãos fracas', abrindo caminho para recuperações fortes no médio prazo. Em cenários de adoção institucional crescente, isso pode funcionar como um catalisador positivo após o reset."
Conforme noticiado recentemente pelo Cointelegraph Brasil, a queda do hash rate do Bitcoin pode ser atribuída à demanda crescente por energia para processamento de dados de inteligência artificial (IA), setor que hoje oferece margens de lucro mais atraentes.
Stablecoins won't prevent the dollar's collapse, and the future belongs to Bitcoin, says Coinbase
Contrary to what the US government argues, stablecoin market growth alone does not guarantee a reversal of the global de-dollarization trend currently underway, according to a Coinbase report.
Coinbase argues that stablecoin growth will not prevent the de-dollarization of the global economy, favoring Bitcoin's rise.
The analysis points out that the emergence of stablecoins pegged to other assets — such as the euro and commodities — signals a search for alternatives to the dollar-centric financial system.
Regulatory deadlocks in the US could undermine the adoption of dollar-pegged stablecoins.
Stablecoins alone are not capable of reversing the global de-dollarization trend currently underway, Coinbase argues.
Pushing back against the US government's view that stablecoin market growth will reinforce the dollar's status as the world's dominant reserve currency, an analysis published by the exchange in its 2026 Markets Outlook suggests that outcome is unlikely over the long term. Coinbase analysts note that the dollar's retreat accelerated in 2025 "as global actors sought alternatives to the US dollar-centric financial system."
While stablecoins may slow the process, crypto markets are showing signs that investors and users are looking for alternatives to the dollar, according to the report:
"A new wave of stablecoins is emerging, explicitly designed to be pegged to other sovereign currencies or currency baskets — including the euro and the yen — and even experimental baskets of fiat currencies or commodities."
The report states that most demand for dollar-pegged stablecoins currently comes from economically unstable emerging markets, where populations need protection against inflation and institutional failure. According to Coinbase, this doesn't represent "new demand" for dollars — it's merely a more efficient, permissionless way to access a pre-existing preference for dollar-denominated security:
"Stablecoins primarily serve to facilitate access to a pre-existing preference for using the US dollar as collateral for economic security. In other words, they act as a digital layer on top of existing dollar demand, rather than as a catalyst that fundamentally alters demand for assets like Bitcoin."
Decentralization favors Bitcoin in the void left by the dollar
As global trade shifts toward currencies other than the dollar, demand for it is likely to decline — a dynamic that favors decentralized crypto assets like Bitcoin (BTC), the analysis concludes:
"This diversification signals a fundamental demand for digital reserves and transaction assets denominated in currencies other than the dollar."
The US regulatory framework for crypto assets will also play a decisive role in maintaining dollar hegemony. As recently reported by Cointelegraph Brasil, a ban on yield-bearing stablecoins in the US — as envisioned in the version of the CLARITY Act currently under debate — would deal a fatal blow to the dollar's competitiveness against the Chinese yuan, according to Anthony Scaramucci, founder of SkyBridge Capital. Meanwhile, mBridge, China's cross-border digital currency payment platform, has surpassed $55 billion in transactions, with over 4,000 operations processed, according to data compiled by the Atlantic Council, a Washington-based research institution.
Stablecoins não evitarão colapso do dólar e o futuro pertence ao Bitcoin, afirma Coinbase
Ao contrário do que afirma o governo dos Estados Unidos, o crescimento do mercado de stablecoins, por si só, não garante a reversão da tendência de desdolarização da economia global atualmente em curso, segundo relatório da Coinbase.
Coinbase afirma que o crescimento das stablecoins não impedirá a desdolarização da economia global, favorecendo a ascensão do Bitcoin.
A análise aponta que o surgimento de stablecoins lastreadas em outros ativos, como o euro e commodities, sinaliza uma busca por alternativas ao sistema financeiro centrado no dólar.
Impasses regulatórios nos EUA podem prejudicar a adoção de stablecoins do dólar.
As stablecoins, por si só, não são capazes de reverter a tendência de desdolarização da economia global atualmente em curso, afirma a Coinbase.
Contrariando a visão do governo dos Estados Unidos de que o crescimento do mercado de stablecoins reforçará o status do dólar como moeda de reserva dominante, uma análise compartilhada pela exchange no relatório "2026 Markets Outlook" sugere que isso é improvável no longo prazo.
Os analistas da Coinbase afirmam que a fuga do dólar se acentuou em 2025 "à medida que atores globais buscaram alternativas ao sistema financeiro centrado na moeda americana."
Embora as stablecoins possam atrasar esse processo, o mercado de criptoativos dá sinais de que investidores e usuários estão buscando alternativas ao dólar, segundo o relatório:
"Uma nova onda de stablecoins está surgindo, explicitamente projetada para serem atreladas a outras moedas soberanas ou cestas de moedas, incluindo o euro e o iene, e até mesmo cestas experimentais de moedas fiduciárias ou commodities."
O relatório afirma que, atualmente, a maior parte da demanda por stablecoins atreladas ao dólar vem de países emergentes economicamente instáveis, nos quais a população necessita de proteção contra a inflação e a falência das instituições. Segundo a Coinbase, isso não configura uma "nova demanda" por dólares, mas apenas a busca por uma forma mais eficiente e não permissionada de preservação de patrimônio com alta liquidez:
"As stablecoins servem principalmente para facilitar o acesso a uma preferência já existente pelo uso do dólar americano como garantia para segurança econômica. Em outras palavras, elas atuam como uma camada digital sobre a demanda existente por dólares, e não como um catalisador que altera fundamentalmente a demanda por ativos como o Bitcoin."
Descentralização favorece o Bitcoin no vácuo deixado pelo dólar
À medida que o comércio global migra para moedas alternativas ao dólar, a tendência é que essa demanda diminua, favorecendo criptoativos descentralizados como o Bitcoin (BTC), conclui a análise:
"Essa diversificação sinaliza uma demanda fundamental por reservas digitais e ativos de transação denominados em moedas que não sejam o dólar."
O marco regulatório do mercado de criptoativos nos Estados Unidos também será decisiva para a manutenção da hegemonia do dólar. Conforme noticiado recentemente pelo Cointelegraph Brasil, a proibição às stablecoins de rendimento nos EUA, conforme prevista na versão em debate da Lei CLARITY, seria um golpe fatal na competitividade do dólar frente ao yuan chinês, segundo Anthony Scaramucci, fundador da SkyBridge Capital.
Em paralelo, o mBridge, plataforma de moeda digital para pagamentos transfronteiriços desenvolvida pela China, atingiu a marca de US$ 55 bilhões, com mais de 4.000 transações, segundo dados compilados pelo Atlantic Council, uma instituição de pesquisa com sede em Washington.
'Pix DeFi': EtherFi enables instant BRL payments backed by Bitcoin, Ethereum and stablecoins
EtherFi Cash integrates Pix through Avenia's infrastructure — Brazil is the platform's #1 market, and users can now pay daily expenses without selling their crypto.
EtherFi Cash integrates Pix with Avenia's infrastructure to enable instant real-denominated payments using Bitcoin, Ethereum, and stablecoins as collateral or direct balance.
EtherFi's CEO reveals that Brazil is the Cash platform's #1 market by number of users.
The launch positions EtherFi as a key player in the emerging 'Crypto Neobanks' segment.
EtherFi (ETHFI) officially launched the Pix integration into Cash on Monday, October 13 — a solution that combines DeFi (decentralized finance) features, crypto cards, and banking services to enable payments and loans using crypto assets.
Operating in beta, the new feature allows Cash users to make payments directly via Pix, as well as send transfers in Brazilian reais directly to the address linked to their EtherFi account.
In an exclusive interview with Cointelegraph Brasil, Mike Silagadze, CEO of EtherFi, said that demand from the Brazilian community motivated the Pix integration:
"Brazil is our #1 market in number of users and the Pix integration is important to make Cash viable for everyday use."
The feature was developed in partnership with Avenia, a Brazilian crypto payment infrastructure company and issuer of the real-pegged stablecoin BRLA. Matheus Moura, CEO and co-founder of Avenia, told Cointelegraph Brasil that EtherFi is a DeFi project that has been building widely adopted products in the crypto ecosystem by presenting real use cases. According to him, the Pix integration "brings more options to Brazilian users, and also makes life easier for foreigners who want to directly access the world's most efficient payment system, Pix."
"Technically, Avenia acts as the infrastructure layer that connects the crypto ecosystem to the Brazilian banking system," Matheus explains. When a user sends a Pix to their EtherFi account, Avenia instantly converts the reais into USD Coin (USDC) and makes the corresponding balance available in real time in the user's Cash account. The reverse flow works the same way: "Anyone with a stablecoin balance inside EtherFi can pay directly with Pix. EtherFi, together with Avenia, handles the entire process — from conversion to sending the reais to the recipient — invisibly for the end user, ensuring liquidity and compliance in real time."
In addition to Pix and card payments, funds can also be used to access EtherFi's DeFi products, including Bitcoin (BTC) and Ether (ETH) staking, or deposited into vaults that offer yields on stablecoins.
EtherFi stands out in the emerging 'Crypto Neobanks' segment
Cash positions EtherFi as a key player in the emerging "Crypto Neobanks" segment — essentially a decentralized version of digital banks like Nubank and Revolut, applying the same efficiency and accessibility model to blockchain-based infrastructure. While the user experience increasingly resembles traditional banking services, the system operates through decentralized platforms that reduce costs and offer better yields with dollar exposure via stablecoins, or consolidated crypto assets like Bitcoin and Ether.
EtherFi Cash operates through two distinct modes. The "Direct Pay" mode uses USDC, USDT, or liquidUSD for instant payments, functioning like a debit card. liquidUSD acts as a variable-income investment offering yields of around 10% per year on the user's balance. In "Borrow" mode, users can utilize liquid restaking tokens of Bitcoin, Ether, and other cryptocurrencies as collateral to cover their expenses. With a fixed interest rate of 4% per year, Cash users can finance their spending without selling their crypto assets.
The system works through a Loan-to-Value (LTV) ratio that determines how much a user can borrow based on the value of their collateral. For example, someone with R$10,000 in Bitcoin has a spending limit of 50% LTV, equivalent to R$5,000. For stablecoins, the LTV is 80%. It's worth noting that DeFi operations involve liquidation risks and smart contract security risks. EtherFi does not hold a banking license, and using Cash requires KYC (Know Your Customer) validation.
EtherFi Cash eliminates intermediaries with self-custody solution
What differentiates "Crypto Neobanks" from payment solutions offered by centralized exchanges is self-custody. While most solutions require depositing assets into company-controlled wallets, EtherFi uses dedicated multisig vaults protected by AWS Nitro TEE (Trusted Execution Environment) technology. This system ensures that assets are only moved upon user authorization through biometric or email validation, eliminating counterparty risks.
Cash also uses a "universal address" that accepts deposits from multiple Ethereum Virtual Machine (EVM)-compatible blockchains and automatically bridges funds to the user's wallet on the Scroll (SCR) Layer 2 network.
EtherFi began its rise in the crypto market as a liquid restaking protocol on Ethereum. Through eETH, a synthetic version of staked Ether, EtherFi allowed previously locked funds to be used in DeFi operations. Other crypto assets were subsequently integrated into its ecosystem, including Bitcoin and stablecoins, followed by optimized vaults to maximize user yields across different DeFi opportunities. The launch of Cash in 2024 was the first step in EtherFi's transition from a liquid restaking protocol to a "Crypto Neobank" offering a diverse range of on-chain financial services.
'Pix DeFi': EtherFi libera pagamentos instantâneos em reais com crédito lastreado em Bitcoin, Ethereum e stablecoins
EtherFi Cash integra Pix com infraestrutura da Avenia — Brasil é o mercado nº 1 da plataforma e usuários podem pagar despesas cotidianas sem vender seus criptoativos.
EtherFi Cash integra Pix com infraestrutura da Avenia para viabilizar pagamentos instantâneos em real usando Bitcoin, Ethereum e stablecoins como garantia ou saldo direto.
CEO da EtherFi revela que Brasil é o mercado número 1 do Cash em número de usuários.
Lançamento posiciona EtherFi como protagonista no segmento emergente de 'Crypto Neobanks'.
A EtherFi (ETHFI) lançou oficialmente na segunda-feira, 13 de outubro, a integração do Pix ao Cash, uma solução que combina recursos de DeFi (finanças descentralizadas), cartões cripto e serviços bancários para viabilizar pagamentos e empréstimos com criptoativos.
Operando em versão beta, a nova funcionalidade permite que os usuários do Cash façam pagamentos diretamente via Pix, além de efetuar transferências em reais diretamente para o endereço vinculado à sua conta na plataforma da EtherFi.
Em depoimento exclusivo ao Cointelegraph Brasil, Mike Silagadze, CEO da EtherFi, afirmou que a demanda da comunidade brasileira motivou a integração do Pix ao Cash:
"O Brasil é o nosso mercado número 1 em número de usuários e a integração do Pix é importante para viabilizar o uso do Cash no dia a dia."
A funcionalidade foi desenvolvida em parceria com a Avenia, empresa brasileira de infraestrutura de pagamentos cripto e emissora da stablecoin atrelada ao real BRLA. Matheus Moura, CEO e cofundador da Avenia, destacou ao Cointelegraph Brasil que a EtherFi é um projeto DeFi que vem construindo produtos amplamente adotados no ecossistema cripto por apresentarem casos de uso reais. Segundo o executivo, a integração do Pix ao Cash "traz mais opções aos usuários brasileiros, e também facilita a vida de estrangeiros que querem acessar diretamente o sistema de pagamentos mais eficiente do mundo, o Pix."
"Tecnicamente, a Avenia atua como a camada de infraestrutura que conecta o ecossistema cripto ao sistema bancário brasileiro", explica Matheus. Quando um usuário faz um Pix para sua conta na EtherFi, a Avenia faz a conversão instantânea do real para a stablecoin USD Coin (USDC) e disponibiliza o saldo correspondente em tempo real na conta do usuário vinculada ao Cash. O fluxo inverso também funciona da mesma maneira: "Quem tem saldo em stablecoins dentro da EtherFi pode pagar com Pix diretamente. A EtherFi, junto com a Avenia, cuida de todo o processo, desde a conversão até o envio dos reais ao destinatário, de forma invisível para o usuário final, garantindo liquidez e compliance em tempo real."
Além de ser utilizado para pagamentos via Pix ou cartão, também é possível utilizar os recursos para acessar os produtos DeFi da EtherFi, incluindo staking de Bitcoin (BTC) e Ether (ETH) ou depositá-los em cofres (vaults) que oferecem rendimentos sobre stablecoins.
EtherFi se destaca no segmento emergente de "Crypto Neobanks"
O Cash posiciona a EtherFi como protagonista no segmento emergente de "Crypto Neobanks" — na prática, uma versão descentralizada de bancos digitais como o Nubank e o Revolut, explorando o mesmo modelo de eficiência e acessibilidade em infraestruturas baseadas em blockchain. Enquanto a experiência do usuário se aproxima cada vez mais dos serviços bancários tradicionais, o sistema opera através de plataformas descentralizadas que reduzem custos e oferecem melhores rendimentos com exposição ao dólar, via stablecoins, ou criptoativos consolidados como Bitcoin e Ether.
O EtherFi Cash opera através de dois modos distintos. O modo "Direct Pay" utiliza USDC, USDT ou liquidUSD para pagamentos à vista, como um cartão de débito. O liquidUSD funciona como um investimento de renda variável que oferece rendimentos em torno de 10% ao ano sobre o saldo mantido pelo usuário. No modo "Borrow", os usuários podem utilizar tokens de restaking líquido de Bitcoin, Ether e outras criptomoedas como garantia para cobrir seus gastos. Com uma taxa de juros fixa de 4% ao ano, os usuários do Cash podem financiar seus gastos sem se desfazer de seus criptoativos.
O sistema funciona através de uma relação Loan-to-Value (LTV), que determina quanto o usuário pode tomar emprestado com base no valor de suas garantias. Por exemplo, quem possui R$ 10.000 em Bitcoin tem um limite de gastos de 50% do LTV, equivalente a R$ 5.000. No caso de stablecoins, o LTV é de 80%. Vale ressaltar que operações em DeFi envolvem riscos de liquidação e de segurança dos contratos inteligentes. A EtherFi não possui licença bancária e para utilizar o Cash é necessário fazer validação de KYC (Identificação de cliente).
EtherFi Cash elimina intermediários com solução de autocustódia
O que diferencia os "Crypto Neobanks" das soluções de pagamento oferecidas por exchanges centralizadas é a autocustódia. Enquanto a maioria das soluções exige que você deposite seus ativos em carteiras controladas por empresas, a EtherFi utiliza cofres multisig dedicados, protegidos pela tecnologia AWS Nitro TEE (Trusted Execution Environment). Esse sistema garante que os ativos só são movimentados mediante autorização dos usuários por validação biométrica ou e-mail, eliminando riscos de contraparte.
O Cash também utiliza um "endereço universal" que aceita depósitos de múiltiplas blockchains compatíveis com a Ethereum Virtual Machine (EVM) e automaticamente faz a ponte (bridge) para a carteira dos usuários na rede de camada 2 Scroll (SCR).
A EtherFi iniciou sua ascensão no mercado cripto como um protocolo de restaking líquido na Ethereum. Por meio do eETH, uma versão sintética de Ether mantido em staking, a EtherFi permitiu que fundos até então imobilizados pudessem ser utilizados em operações de DeFi. Posteriormente, outros criptoativos foram integrados ao seu ecossistema, incluindo o Bitcoin e stablecoins, seguidos de cofres otimizados para maximizar os rendimentos dos usuários explorando diferentes oportunidades no ecossistema DeFi. O lançamento do Cash em 2024 foi o passo inicial na transição da EtherFi de um protocolo de restaking líquido para um "Crypto Neobank" que oferece uma gama variada de serviços financeiros on-chain.
97% of central banks reject Bitcoin in sovereign reserves, but see potential in tokenization
An OMFIF report surveys global reserve managers: Bitcoin is off the table, stablecoins are a sovereignty threat — but tokenized securities are gaining real traction.
97% of central banks reject the inclusion of Bitcoin and stablecoins in sovereign reserves.
The main objections are volatility, security risks, and lack of regulation.
In contrast, interest in real-world asset tokenization is growing as a tool to modernize financial infrastructure.
The adoption of Bitcoin (BTC) as a sovereign reserve asset is off the table for 97% of central banks, according to the "Global Public Investor 2025" report from the OMFIF (Official Monetary and Financial Institutions Forum).
According to sovereign reserve specialists at the World Bank cited in the report, not only Bitcoin but crypto assets in general fail to meet the basic requirements of a reserve asset. In a scenario of macroeconomic and geopolitical fragmentation, the inclusion of alternative assets like Bitcoin in sovereign reserves remains limited to peripheral countries. Even among the 3% that already hold or are considering Bitcoin in their reserves, the decision is more of a speculative bet than a policy grounded in fundamentals — and therefore should not be seen as a validation of Bitcoin as a sovereign asset.
4 factors that make Bitcoin unsuitable as a sovereign reserve
The OMFIF report identifies four main obstacles to Bitcoin's adoption at the governmental level. First, Bitcoin is considered a risk asset whose value derives more from speculation than from its properties of decentralization and scarcity. Despite its history of exponential appreciation over its 17-year existence, sharp short-term price swings conflict with the capital preservation and predictability objectives of sovereign reserves.
Second, the crypto asset market introduces significant attack vectors — including the possibility of hacks, fraud, and custody failures — that are unacceptable to sovereign fund managers. Third, crypto market liquidity is considered a risk factor, as it has historically proven highly susceptible to market sentiment; the report argues Bitcoin is incapable of absorbing large sell-offs without negatively impacting its spot price.
Fourth, the absence of a robust and consistent global regulatory framework makes Bitcoin's integration into sovereign reserves an extremely high-risk move. Fragmented legal frameworks with different approaches across jurisdictions add reputational risks that central banks consider unacceptable, according to OMFIF. The report also notes that Bitcoin has no tested and validated use cases within the international financial system — it is not used for commercial invoicing or large-scale cross-border settlement. There also persists a perception that its primary use cases remain tied to illicit activities.
Stablecoins challenge monetary sovereignty of developing nations
Despite the skepticism toward Bitcoin, a small fraction of central banks shows interest in exploring the potential of digital assets from a long-term perspective. Stablecoins present themselves as an obvious option, given their growing institutional adoption and their fundamental purpose of maintaining parity with fiat currencies, eliminating the volatility factor. However, according to the report, stablecoins in their current form are still not appropriate instruments for dollar exposure in sovereign reserves.
As stablecoins reinforce dollar dominance in the international financial system, they threaten the monetary sovereignty of other nations. The global spread of "digital dollars" issued by private entities can undermine the capacity of central banks — especially in smaller and developing economies — to control their own monetary policy. This phenomenon, known as "currency substitution," weakens the sovereignty of financial institutions. Adopting a foreign stablecoin as a reserve asset could, paradoxically, accelerate the very loss of monetary control that the reserve is designed to protect, the report argues.
Central banks prioritize asset tokenization
The rejection of stablecoins shifts central banks' interest in digital assets toward modernizing the infrastructure for issuing, trading, and holding traditional financial assets through real-world asset (RWA) tokenization and distributed ledger technologies. The report highlights that 10% of central banks plan to increase their allocations to digital assets over the next decade, with a primary focus on "tokenized securities," and some experiments are already underway.
The creation of multi-asset digital settlement platforms powered by smart contracts has the potential to automate the lifecycle of financial products — from issuance and order allocation, through margin calculation and settlement, to maturity — reducing counterparty credit risk. Still, 81% of institutions have no plans to include any category of digital assets in their reserves over the next five to ten years.
Despite recognizing tokenization's innovative potential, the report stresses that large-scale implementation remains complex and faces significant obstacles. New governance models will be needed to manage distributed networks involving multiple public and private sector participants, and the transition from legacy systems must be conducted gradually to minimize operational risks. The report calls for "open and collaborative protocols": "Just as the internet flourished on the basis of open standards, the financial infrastructure of the future will require inter-institutional collaboration to ensure interoperability and broad acceptance."
The report concludes that the future of sovereign reserves does not point toward replacing fiat currencies with decentralized cryptocurrencies, but rather toward the gradual and careful integration of DLT as a tool to modernize financial market infrastructure. Until there is significant progress in stability, regulation, and liquidity, crypto assets will remain "outside the domain of central bank reserve management," according to World Bank specialists cited in the report.
As recently reported by Cointelegraph Brasil, members of the Brazilian government and the National Congress have been discussing alternatives for creating a sovereign Bitcoin reserve in Brazil — though separate from the reserves held by the Central Bank.
97% dos bancos centrais rejeitam Bitcoin em reservas soberanas, mas veem potencial na tokenização
Relatório do OMFIF ouve gestores de reservas globais: Bitcoin está descartado, stablecoins são ameaça à soberania — mas títulos tokenizados ganham tracção real.
97% dos bancos centrais rejeitam a inclusão de Bitcoin e stablecoins em reservas soberanas.
Principais objeções são riscos de volatilidade, segurança e falta de regulamentação.
Em contrapartida, cresce o interesse pela tokenização de ativos reais para modernização de infraestruturas financeiras.
A adoção do Bitcoin (BTC) como ativo de reserva soberana está fora dos planos de 97% dos bancos centrais, de acordo com o relatório "Global Public Investor 2025", do OMFIF (Fórum Oficial de Instituições Monetárias e Financeiras).
Segundo especialistas em reservas soberanas do Banco Mundial citados no relatório, não só o Bitcoin, mas os criptoativos em geral, não cumprem os requisitos básicos de um ativo de reserva. Em um cenário de fragmentação macroeconômica e geopolítica, a inclusão de ativos alternativos como o Bitcoin nas reservas soberanas ainda se limita a países periféricos. Mesmo entre os 3% que já possuem ou consideram a inclusão do Bitcoin em suas reservas, a decisão é antes uma aposta do que uma política baseada em fundamentos — e portanto não deve ser considerada uma validação do Bitcoin enquanto ativo soberano.
4 fatores que inviabilizam a adoção do Bitcoin como ativo de reserva soberana
O relatório da OMFIF identifica quatro obstáculos para a adoção do Bitcoin em nível governamental. Em primeiro lugar, o Bitcoin é considerado um ativo de risco, cujo valor deriva mais da especulação do que de suas propriedades de descentralização e escassez. Apesar do histórico de valorização exponencial ao longo de seus 17 anos de existência, oscilações bruscas de preço no curto prazo se opõem ao objetivo de preservação de capital e previsibilidade das reservas soberanas.
Além disso, o mercado de criptoativos introduz vetores de ataque significativos, incluindo a possibilidade de hacks, fraude e falhas de custódia, que são inaceitáveis para gestores de fundos soberanos. A liquidez do mercado de criptomoedas também é considerada um fator de risco, já que historicamente se mostra altamente suscetível ao sentimento do mercado; o relatório argumenta que o Bitcoin é incapaz de absorver grandes liquidações sem impactar negativamente o seu preço no mercado à vista.
A ausência de um marco regulatório global robusto e consistente torna a integração do Bitcoin a reservas soberanas um movimento de altíssimo risco. Os arcabouços jurídicos fragmentados, com abordagens distintas em diferentes jurisdições, adicionam riscos de reputação inaceitáveis aos bancos centrais, segundo o OMFIF. O relatório afirma também que o Bitcoin ainda não possui casos de uso testados e validados no sistema financeiro internacional, e persiste a percepção de que seus principais casos de uso ainda estão ligados a atividades ilícitas.
Stablecoins desafiam a soberania monetária de países em desenvolvimento
Apesar do ceticismo em relação ao Bitcoin, uma pequena fração de bancos centrais demonstra interesse em explorar o potencial dos ativos digitais sob uma perspectiva de longo prazo. As stablecoins apresentam-se como uma opção óbvia, diante da crescente adoção institucional e do seu propósito de manter paridade com moedas fiduciárias, eliminando o fator volatilidade. No entanto, as stablecoins em seu modelo atual ainda não são instrumentos adequados para exposição ao dólar em reservas soberanas.
À medida que reforçam a dominância do dólar no sistema financeiro internacional, as stablecoins ameaçam a soberania monetária de outras nações. A disseminação global de "dólares digitais" emitidos por entidades privadas pode minar a capacidade de bancos centrais — especialmente em economias menores e em desenvolvimento — de controlar sua própria política monetária. Esse fenômeno, conhecido como "substituição de moeda", enfraquece a soberania das instituições financeiras. Adotar uma stablecoin estrangeira como ativo de reserva poderia, paradoxalmente, acelerar a perda de controle monetário que a própria reserva se destina a proteger.
Bancos centrais priorizam tokenização de ativos
A rejeição das stablecoins desloca o foco do interesse dos bancos centrais em ativos digitais para a modernização das infraestruturas de emissão, negociação e custódia de ativos financeiros tradicionais por meio da tokenização de ativos reais (RWA) e de tecnologias de registro distribuído. O relatório destaca que 10% dos bancos centrais planejam aumentar suas alocações em ativos digitais na próxima década, com foco principal em "títulos tokenizados", e alguns experimentos já estão sendo realizados nesse sentido.
A criação de plataformas digitais de liquidação multi-ativos, alimentadas por contratos inteligentes, tem o potencial de automatizar o ciclo de vida de produtos financeiros — da emissão ao vencimento — reduzindo os riscos de crédito de contraparte. Ainda assim, 81% das instituições não têm planos de incluir nenhuma categoria de ativos digitais em suas reservas nos próximos cinco a dez anos.
Para que a tecnologia possa entrar em produção em larga escala, será preciso criar novos modelos de governança para gerir redes distribuídas e conduzir a transição do sistema legado de forma gradual, minimizando riscos operacionais e de fragmentação. O relatório propõe "protocolos abertos e colaborativos": "Assim como a internet floresceu com base em padrões abertos, a infraestrutura financeira do futuro exigirá colaboração interinstitucional para garantir a interoperabilidade e a aceitação em larga escala."
O relatório conclui que o futuro das reservas soberanas não aponta para a substituição de moedas fiduciárias por criptomoedas descentralizadas, mas sim para a integração gradual da DLT como ferramenta para modernizar a infraestrutura dos mercados financeiros. Até que haja progressos significativos em termos de estabilidade, regulamentação e liquidez, os criptoativos permanecerão "fora do domínio da gestão de reservas dos bancos centrais". Conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil, membros do governo brasileiro e do Congresso Nacional têm discutido alternativas para a criação de uma reserva soberana de Bitcoin no Brasil, ainda que à parte das reservas mantidas pelo Banco Central.
'Bitcoin Quantum': Pioneering fork tests solutions to protect BTC from quantum attacks
On the 17th anniversary of the Genesis Block, BTQ Technologies launches a pioneering testnet adopting the US government's new cryptographic security standard to shield Bitcoin's ecosystem from the quantum threat.
BTQ Technologies launches the 'Bitcoin Quantum' testnet to validate the first Bitcoin fork designed specifically to resist quantum computing.
The project uses the ML-DSA cryptographic standard, adopted by the US government.
The launch took place on the 17th anniversary of Bitcoin's Genesis Block, evoking the vulnerability of Satoshi Nakamoto's own wallets.
BTQ Technologies announced the launch of a quantum-resistant Bitcoin (BTC) testnet on January 12, 2026 — the date marking the 17th anniversary of Satoshi Nakamoto's mining of the genesis block.
"Bitcoin Quantum" is the first Bitcoin fork designed to be fully immune to the cryptographic key-breaking capabilities of advanced computing. The launch will allow miners, developers, researchers, and users to test the network's resistance to quantum attacks in an open and permissionless environment.
The initiative seeks a practical solution to mitigate the risks posed by the quantum threat and strengthen the security of the Bitcoin network, which currently carries a market capitalization of approximately $2 trillion.
According to the announcement from BTQ Technologies, "Bitcoin Quantum" adopts a cryptographic algorithm developed by NIST (the US National Institute of Standards and Technology). The ML-DSA (Module-Lattice-Based Digital Signature Algorithm) replaces the elliptic curve digital signature algorithm (ECDSA) currently used on the network.
ECDSA is vulnerable to Shor's algorithm, which would allow a quantum computer to derive private keys from public keys exposed on the blockchain. The US government, under directive NSM-10, requires infrastructure providers to migrate to post-quantum solutions by 2035, while the NSA has already mandated the adoption of ML-DSA for national security systems.
The goal of the testnet launch is to validate the efficiency of this new cryptographic standard in an experimental production environment before any definitive migration, explained Olivier Roussy Newton, CEO of BTQ Technologies:
"While the broader Bitcoin community debates post-quantum approaches, we are offering an open, real-time environment where the entire industry can test, validate, and refine quantum-resistant solutions before the threat materializes."
Debates over the risks that quantum computing poses to Bitcoin's network security have been mobilizing the Bitcoin community in the face of the technology's accelerating progress.
Discussions about forks in Bitcoin are nothing new. Upgrades that introduced SegWit and Taproot brought fundamental changes to transaction structure. But the quantum threat is seen as an unprecedented challenge.
Bitcoin's governance — historically slow and focused on preserving the network's core properties — faces the challenge of coordinating a technically novel upgrade without fracturing the community or compromising the security of the main network.
The $600 billion risk and the Satoshi factor
A study recently published by Delphi Digital estimates that approximately 6.26 million BTC — equivalent to more than $600 billion — are linked to addresses with exposed public keys, making them vulnerable to quantum attacks in the not-too-distant future. This includes the more than 1 million BTC attributed to Satoshi Nakamoto.
Major asset managers, including BlackRock and VanEck, have already voiced concern over the "quantum threat," acknowledging that supercomputers could eventually compromise the security of assets held in their Bitcoin ETFs.
The impact of a potential cryptographic vulnerability could pose an existential risk to Bitcoin's promise of digital sovereignty and private ownership. According to the study, "Bitcoin Quantum" has the potential to become "the ultimate insurance policy, ensuring that the original promise of sovereign digital money survives the transition to a post-quantum era."
By offering a testing environment, the project does not seek to replace the original Bitcoin, but to serve as a laboratory ensuring that the promise of sovereign digital money survives the quantum transition, Newton emphasizes:
"The quantum threat does not wait for consensus. By launching the testnet on the 17th anniversary of Bitcoin's genesis block, we seek to honor Satoshi's vision of a secure, decentralized monetary system — while ensuring that vision can survive the most significant cryptographic transition in the history of computing."
As reported by Cointelegraph Brasil, there is no consensus within the Bitcoin community on the available window of time to make the necessary upgrades. Prominent figures such as Adam Back and Michael Saylor downplay the immediate risk. On the other hand, Paolo Ardoino, CEO of Tether, Charles Edwards of Capriole Investments, and Nic Carter of Castle Island Ventures have been warning about the urgency of implementing solutions.
'Bitcoin Quantum': Fork pioneiro testa soluções para proteger o BTC de ataques quânticos
No 17º aniversário do Bloco Gênesis, a BTQ Technologies lança testnet pioneira que adota novo padrão de segurança criptográfica dos EUA para blindar o ecossistema do Bitcoin contra a ameaça quântica.
BTQ Technologies lança testnet Bitcoin Quantum para validar o primeiro fork do Bitcoin projetado especificamente para resistir à computação quântica.
O projeto utiliza o padrão criptográfico ML-DSA, adotado pelo governo dos EUA.
O lançamento ocorreu no 17º aniversário do Bloco Gênesis do Bitcoin, remetendo à vulnerabilidade das carteiras de Satoshi Nakamoto.
A BTQ Technologies anunciou o lançamento de uma testnet do Bitcoin (BTC) resistente à computação quântica em 12 de janeiro de 2026, data em que se comemorou o 17º aniversário da mineração do bloco gênesis por Satoshi Nakamoto.
O "Bitcoin Quantum" é o primeiro fork do Bitcoin projetado para ser totalmente imune à quebra de chaves criptográficas por computação avançada. O lançamento vai permitir que mineradores, desenvolvedores, pesquisadores e usuários testem a resistência da rede a ataques quânticos em um ambiente aberto e não permissionado.
A iniciativa busca uma solução prática para mitigar os riscos de vulnerabilidade à ameaça quântica e reforçar a segurança da rede Bitcoin, que atualmente possui uma capitalização de mercado de aproximadamente US$ 2 trilhões.
De acordo com o comunicado divulgado pela BTQ Technologies, a "Bitcoin Quantum" adota um algoritmo criptográfico desenvolvido pelo NIST (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA). O ML-DSA (Module-Lattice-Based Digital Signature Algorithm) substitui o algoritmo de assinatura digital de curva elíptica (ECDSA) utilizado atualmente na rede.
O ECDSA é vulnerável ao algoritmo de Shor, que permitiria a um computador quântico derivar chaves privadas a partir de chaves públicas expostas na blockchain. O governo dos EUA, sob a diretiva NSM-10, exige que os provedores de infraestrutura migrem para soluções pós-quânticas até 2035, enquanto a NSA já determinou a adoção do ML-DSA para sistemas de segurança nacional.
O objetivo do lançamento da testnet é validar a eficiência desse novo padrão criptográfico em um ambiente de produção experimental antes de qualquer migração definitiva, explicou Olivier Roussy Newton, CEO da BTQ Technologies:
"Enquanto a comunidade Bitcoin em geral debate abordagens pós-quânticas, estamos oferecendo um ambiente aberto e em tempo real onde toda a indústria pode testar, validar e aprimorar soluções resistentes à computação quântica antes que a ameaça se concretize."
Os debates sobre os riscos da computação quântica à segurança da rede vêm mobilizando a comunidade do Bitcoin perante os avanços acelerados da tecnologia. A discussão sobre forks no Bitcoin não é algo novo — as atualizações que introduziram o SegWit e o Taproot resultaram em mudanças fundamentais na estrutura das transações. No entanto, a ameaça quântica é vista como um desafio inédito.
A governança do Bitcoin, historicamente lenta e focada na preservação das características fundamentais da rede, enfrenta o desafio de coordenar uma atualização técnica inédita sem fragmentar a comunidade ou a segurança da rede principal.
O risco de US$ 600 bilhões e o fator Satoshi
Um estudo publicado recentemente pela Delphi Digital estima que aproximadamente 6,26 milhões BTC — equivalentes a mais de US$ 600 bilhões — estejam vinculados a endereços com chaves públicas expostas, tornando-os vulneráveis a ataques quânticos. Inclusive os mais de 1 milhão de BTC atribuídos a Satoshi Nakamoto.
Grandes gestoras de investimentos, como a BlackRock e a VanEck, já manifestaram preocupação com a "ameaça quântica", reconhecendo que os supercomputadores poderão comprometer a segurança dos ativos sob custódia de seus ETFs de Bitcoin.
O impacto de uma eventual vulnerabilidade criptográfica poderia representar um risco existencial para a promessa de soberania digital e propriedade privada do Bitcoin. Segundo o estudo, o "Bitcoin Quantum" tem potencial para se tornar "a apólice de seguro definitiva, garantindo que a promessa original do dinheiro digital soberano sobreviva à transição para uma era pós-quântica."
Ao oferecer um ambiente de testes, o projeto não busca substituir o Bitcoin original, mas atuar como um laboratório para garantir que a promessa de dinheiro digital soberano sobreviva à transição quântica, enfatiza Newton:
"A ameaça quântica não espera por consenso. Ao lançarmos a testnet no 17º aniversário do bloco gênesis do Bitcoin, buscamos honrar a visão de Satoshi de um sistema monetário seguro e descentralizado, ao mesmo tempo que garantimos que essa visão possa sobreviver à transição criptográfica mais significativa da história da computação."
Conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil, não há consenso na comunidade do Bitcoin sobre a janela de tempo hábil para as atualizações necessárias. Figuras proeminentes como Adam Back e Michael Saylor minimizam o risco imediato. Por outro lado, Paolo Ardoino, CEO da Tether, Charles Edwards, CEO da Capriole Investments, e Nic Carter, da Castle Island Ventures, vêm alertando para a urgência de implementar soluções.
Why haven't tokenized stocks taken off in Brazil despite the country's RWA leadership?
The New York Stock Exchange adopts 24/7 trading and instant settlement with stablecoins and blockchain. Meanwhile, Brazilian regulation still doesn't allow on-chain RWA token issuance.
The NYSE is beginning its transition to 24/7 trading with tokenized stocks, while Brazil is still working to remove regulatory barriers to on-chain asset issuance.
The global tokenized stock market grew 2,500% in 2025, jumping from $16 million to over $800 million in market cap.
Brazil's securities regulator CVM is reviewing the sector's rules to expand the offering of RWA tokens in the domestic market.
Brazil is widely recognized as one of the global leaders in the tokenized real-world assets market — yet it is falling behind in the segment projected to see the most growth over the coming years, according to forecasts by Cathie Wood's Ark Invest.
The New York Stock Exchange (NYSE) made history on Monday (19) by announcing the creation of a blockchain-based infrastructure for trading tokenized stocks and ETFs.
The project, which still requires approval from US regulators, envisions uninterrupted 24/7 trading and real-time settlement. The initiative is a direct response to the tokenized stock market's 2,500% growth in 2025.
Total market capitalization — which stood at just $16 million at the start of that year — has since surged to over $800 million, according to data from RWA.xyz. Monthly volume already exceeds $2 billion, with approximately 60,000 active addresses.
Despite Brazil's leadership in the real-world assets (RWA) space, the local ecosystem faces regulatory and operational constraints that are blocking progress in the tokenized stock market.
In an exclusive interview with Cointelegraph Brasil, Vanessa Butalla, VP of Legal, Compliance and Risk at Mercado Bitcoin (MB), said that the technological infrastructure for migrating traditional assets to blockchain is already available in Brazil, but still requires advances before it can scale:
"When we started talking about tokenization at MB, we already had this scenario in mind: traditional assets migrating to a new digital infrastructure, with all the benefits that technology brings."
Butalla highlighted that MB distributed $1.3 billion in digital fixed income (RFD) in 2025 alone. Since launching its tokenization platform, the exchange has reached a total volume of $2.1 billion across more than 400 issuances.
According to Butalla, the numbers prove that the local RWA token market is mature and ready to advance to its next stage:
"From a regulatory standpoint, the CVM already permits asset tokenization and projects significant sector growth — but evolving toward more complex tokenized securities, such as stocks, requires greater clarity around legal classification, distribution, and trading."
Arthur Coelho, CEO of Tokeniza, adds that Brazil already has the three fundamental elements needed to bring the stock market into the real-asset ecosystem: technology, human capital, and experimental regulation. What's still missing is the green light from regulators:
"The NYSE understood that blockchain is market infrastructure. In Brazil, we still treat it as a pilot, a test, something that may or may not become real. While the rest of the world operates around the clock, our market is still locked to business hours."
The current regulatory framework for tokenization, overseen by Brazil's CVM, follows Resolution CVM No. 88, which "is structured as a model for the digital representation of assets, not for assets that are natively issued on-chain," Butalla explains.
CVM Resolution 88 sets rules for crowdfunding offerings and receivables tokens, but the issuance of shares of publicly traded companies is still tied to traditional bookkeeping regimes. Today, the absence of a legal framework prevents the issuance of "native shares" on blockchain — where the token is no longer just a digital receipt but becomes the share itself. This regulatory constraint continues to limit liquidity and institutional adoption.
Butalla says that discussions around authorizing on-chain asset issuance are taking place within public consultations covering the reform of CVM Resolution 88 and the revision of CVM Resolution 135.
An opportunity to export Brazilian financial products
For Coelho, it's essential that tokenization not remain limited to the consumption of foreign assets:
"Bringing tokenized Apple or Nvidia shares to Brazil is interesting, but it doesn't change our position in the game. Brazil has always been strong in high-return real assets with solid backing: real estate, credit, agribusiness, and energy. That's exactly what global capital is looking for."
Butalla says "both movements present relevant and complementary opportunities." As MB expands internationally, it is already contributing to the globalization of Brazilian assets:
"Brazil stands out especially in the current context of high interest rates, which make its financial assets highly attractive to global investors seeking yield and capital efficiency."
Public or permissioned blockchains?
Butalla and Coelho also flagged potential vulnerabilities in the model adopted by the NYSE, which chose to build its trading infrastructure on a permissioned network. "MB itself has already demonstrated in practice that it's possible to build tokenization initiatives using public blockchains like Ethereum, Polygon and Plume — combining transparency, security and globally tested standards, without sacrificing controls," Butalla said.
Coelho says the short-term trend is for major financial institutions to opt for permissioned blockchains, but over time their limitations will become apparent:
"Global liquidity and 24/7 markets are only sustainable with interoperability and integration with open infrastructures. Whoever chooses isolation may gain internal efficiency, but risks losing relevance in the global ecosystem."
According to projections by Ark Invest's "Big Ideas 2026" report, the RWA token market is expected to reach $11 trillion by 2030, with tokenized stocks leading that growth.
Por que ações tokenizadas ainda não decolaram no Brasil apesar do protagonismo do país em RWA?
Bolsa de Nova York adota negociações 24/7 e liquidação instantânea com stablecoins e blockchain, enquanto isso, a regulação brasileira ainda não permite a emissão de tokens RWA on-chain.
A Bolsa de Nova York (NYSE) inicia a transição para negociações 24/7 com ações tokenizadas, enquanto o Brasil ainda busca destravar barreiras regulatórias para emissão de ativos on-chain.
O mercado global de ações tokenizadas cresceu 2.500% em 2025, saltando de US$ 16 milhões para mais de US$ 800 milhões em capitalização.
CVM está revendo a regulamentação do setor para ampliar a oferta de tokens RWA no mercado brasileiro.
O Brasil é reconhecidamente um dos líderes globais no mercado de ativos reais tokenizados, mas está ficando para trás no segmento que mais deve crescer nos próximos anos, de acordo com projeções da Ark Invest, de Cathie Wood.
A Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE) fez história na última segunda-feira (19) ao anunciar a criação de uma infraestrutura baseada na tecnologia blockchain para negociação de ações e ETFs tokenizados.
O projeto, que ainda depende da aprovação dos reguladores dos Estados Unidos, prevê negociação ininterrupta 24/7 e liquidação em tempo real. A iniciativa é uma reação ao crescimento de 2.500% do mercado de ações tokenizadas em 2025.
A capitalização total, que era de apenas US$ 16 milhões no início daquele ano, saltou para mais de US$ 800 milhões atualmente, de acordo com dados da RWA.xyz. O volume movimentado mensalmente já supera a marca de US$ 2 bilhões, com aproximadamente 60 mil endereços ativos.
Apesar do protagonismo do Brasil no segmento de ativos reais (RWA), o ecossistema local enfrenta limitações de ordem regulatória e operacional que impedem avanços no mercado de ações tokenizadas.
Em entrevista exclusiva ao Cointelegraph Brasil, Vanessa Butalla, VP de Jurídico, Compliance e Riscos do Mercado Bitcoin (MB), afirma que a infraestrutura tecnológica para a migração de ativos tradicionais para blockchain já está disponível no país, mas ainda depende de alguns avanços para ganhar escala:
"Quando começamos a falar de tokenização no MB, já era com esse cenário em mente: ativos tradicionais migrando para uma nova infraestrutura digital, com todos os benefícios que essa tecnologia traz."
Butalla destaca que o MB distribuiu US$ 1,3 bilhão em renda fixa digital (RFD) apenas em 2025. Desde o lançamento de sua plataforma de tokenização, a exchange totaliza um volume de US$ 2,1 bilhões em mais de 400 emissões.
Segundo Butalla, os números comprovam que o mercado de tokens RWA local está maduro para avançar a um próximo estágio:
"Do ponto de vista regulatório, a CVM já permite a tokenização de ativos e projeta crescimento relevante do setor, mas a evolução para valores mobiliários tokenizados mais complexos, como ações, exige maior clareza sobre enquadramento jurídico, distribuição e negociação."
Arthur Coelho, CEO da Tokeniza, acrescenta que o Brasil reúne os três elementos fundamentais para incorporar o mercado acionário ao ecossistema de ativos reais: tecnologia, recursos humanos e regulação experimental. Falta apenas o sinal verde dos reguladores:
"A NYSE entendeu que blockchain é infraestrutura de mercado, já no Brasil a gente ainda trata isso como piloto, como teste, como algo que pode ou não virar. Enquanto o mundo está rodando 24 horas por dia, nosso mercado continua preso ao horário comercial."
A regulação atual do mercado de tokenização, a cargo da CVM, segue a Resolução CVM nº 88, que "está estruturada como um modelo de representação digital de ativos, e não de ativos que já são emitidos on-chain", explica Butalla. A Resolução CVM 88 estabelece normas para ofertas de crowdfunding e tokens de recebíveis, mas a emissão de ações de sociedades anônimas negociadas em bolsa ainda está vinculada aos regimes de escrituração tradicionais. Hoje, a falta de respaldo jurídico impede a emissão de 'ações nativas' em blockchain — essa restrição regulatória ainda limita a liquidez e a adoção institucional.
Butalla afirma que discussões sobre a autorização para emissão de ativos on-chain estão ocorrendo no âmbito das consultas públicas que tratam da reforma da Resolução CVM 88 e da revisão da Resolução CVM 135.
Oportunidade de exportar produtos financeiros brasileiros
Para Coelho, é fundamental que a tokenização não fique restrita ao consumo de ativos estrangeiros:
"Trazer ações da Apple ou da Nvidia tokenizadas para o Brasil é interessante, mas isso não muda nossa posição no jogo. O Brasil sempre foi forte em ativos reais de alto retorno e com lastro sólido: imóveis, crédito, agro e energia. É exatamente isso que o capital global procura."
Butalla diz que "ambos os movimentos apresentam oportunidades relevantes e complementares." Com a expansão de suas operações no exterior, o MB já contribui para a internacionalização dos ativos brasileiros:
"O Brasil se destaca especialmente no contexto atual de altas taxas de juros, que tornam seus ativos financeiros altamente atrativos para investidores globais em busca de rendimento e eficiência de capital."
Blockchains públicas ou permissionadas?
"O próprio MB já mostrou na prática que é possível construir iniciativas de tokenização usando blockchains públicas como Ethereum, Polygon e Plume, para citar apenas algumas, combinando transparência, segurança e padrões amplamente testados globalmente, sem abrir mão de controles", diz Butalla.
Coelho afirma que a tendência no curto prazo é que as grandes instituições financeiras optem por blockchains permissionadas, mas ao longo do tempo ficarão evidentes as limitações desse modelo:
"Liquidez global e mercado 24/7 só se sustentam com interoperabilidade e integração com infraestruturas abertas. Quem optar pelo isolamento pode até ganhar eficiência interna, mas corre o risco de perder relevância no ecossistema global."
Segundo projeções da Ark Invest no relatório "Big Ideas 2026", o mercado de tokens RWA deve atingir US$ 11 trilhões até 2030, com as ações tokenizadas liderando esse crescimento.
Ethereum fees hit $0.16 low as 'address poisoning' scams surge
Despite rising activity on the leading smart contract network, fees have fallen to levels not seen since 2021. Address poisoning scams have already triggered more than $740,000 in losses.
Transaction fees on the Ethereum network hit a low of $0.16 — the lowest levels since 2020 — despite a rise in daily transaction volume.
The low operating costs have fueled a wave of 'address poisoning' attacks, resulting in the theft of more than $740,000.
The drop in fees is attributed to the efficiency gains brought by Layer 2 (L2) scaling solutions.
The average value of transaction fees on Ethereum (ETH) hit a low of $0.16 last week — the lowest level since 2020 — despite a significant uptick in network activity over the past 30 days, according to data from The Block Research.
Yet the more than 2 million daily transactions recently recorded on the network are not entirely the result of organic activity. The lower cost of operating on the network — stemming from the Fusaka upgrade — has triggered an unintended side effect: a proliferation of scams known as "address poisoning":
"A significant portion of the growth in transaction count stems from address poisoning attacks, which have already caused the theft of more than $740,000."
The address poisoning scam is a common fraud in the crypto market that exploits users' transaction histories. Criminals send a small amount of tokens from a fake address crafted to look like a legitimate one the victim uses frequently.
These fake addresses share the same opening and closing characters as the real ones, but the characters in the middle are altered. Once a victim receives one of these transactions, the fake address enters their wallet's transaction history — leaving them exposed to accidentally sending funds to it, misled by its similarity to the original address.
The drop in network fees amplifies the profit potential of this type of scam: if operating on Ethereum was once prohibitively expensive, the reduction in block space costs now makes it possible to execute fake-address transactions at massive scale.
Ethereum sidesteps its historic fee-spike problem during peak activity
The analysis notes that despite the scam surge, Ethereum may have solved a problem that historically undermined the network's performance — the spike in fees during periods of peak activity:
"The decline in average fee values, even as total activity increases, may indicate a shift in the composition of transactions toward lower gas-consuming operations, creating a scenario where growing usage coincides with falling costs."
The cost reduction is credited to Ethereum's scaling solutions. Layer 2 (L2) networks such as Base and Arbitrum (ARB) are absorbing a large share of user activity, driving down fees on the base layer.
The fee decline is also happening at a moment when Ethereum is consolidating its position as the preferred network for institutional adoption — particularly for the issuance and settlement of stablecoins and real-world assets (RWA).
However, the analysis warns that the sharp drop in block space costs raises questions about the network's long-term economic sustainability — "particularly with respect to validator revenue and the ETH burn mechanism when fee income remains low."
As Cointelegraph Brasil recently reported, the uptick in Ethereum activity is tied to a surge in new users joining the network. The retention of new addresses jumped from just over 4 million to approximately 8 million in January, according to Glassnode data.
Taxas da Ethereum atingem mínimas de US$ 0,16 e golpes de 'envenenamento de endereços' disparam
Apesar do aumento na atividade da rede líder de contratos inteligentes, taxas caem a patamares que não eram vistos desde 2021; golpes de envenenamento de endereços já provocaram perdas de US$ 740.000.
As taxas de transação na rede Ethereum atingiram a mínima de US$ 0,16, os menores níveis desde 2020, apesar do aumento no volume de transações diárias.
O baixo custo operacional impulsionou uma onda de ataques de envenenamento de endereços, resultando no roubo de mais de US$ 740.000.
A redução das taxas é atribuída à eficiência das soluções de escalabilidade de Camada 2 (L2).
O valor médio das taxas de transação na Ethereum (ETH) atingiu mínimas de US$ 0,16 na semana passada, o menor valor desde 2020, apesar do aumento significativo da atividade na rede nos últimos 30 dias, de acordo com dados do The Block Research.
No entanto, o total de mais de 2 milhões de transações diárias registradas recentemente não é inteiramente fruto de atividade orgânica. Os custos reduzidos para operar na rede, decorrentes da atualização Fusaka, têm provocado um efeito colateral: a proliferação de golpes de "envenenamento de endereço":
"Uma parcela significativa do crescimento no número de transações decorre de ataques de 'envenenamento de endereço', que já causaram o roubo de mais de US$ 740.000."
O golpe de envenenamento de endereço é uma fraude comum no mercado de criptomoedas que explora o histórico de transações das carteiras. Os criminosos enviam uma pequena quantidade de tokens a partir de um endereço falso, criado para se parecer com um endereço legítimo que os usuários usam frequentemente.
Esses endereços possuem os mesmos caracteres iniciais e finais que os endereços legítimos, mas as letras e números centrais são alterados. Ao receber uma dessas transações, o endereço falso entra no histórico da carteira do usuário, que fica sujeito a enviar fundos para ele, enganado pela similaridade com o endereço original.
A queda nas taxas da rede aumenta o potencial de lucro desse tipo de golpe: se antes era muito caro operar na Ethereum, a redução no custo do espaço de bloco agora permite a execução de transações com endereços falsos em larga escala.
Ethereum minimiza problema histórico de aumento das taxas em momento de picos na atividade
A análise aponta que, apesar do surto de golpes, a Ethereum pode ter solucionado um problema que historicamente prejudicava o desempenho da rede: o aumento das taxas em momento de picos na atividade:
"A queda no valor médio das taxas, mesmo com o aumento da atividade total, pode indicar uma mudança na composição das transações em direção a operações com menor consumo de gás, criando um cenário em que o aumento do uso coincide com a queda dos custos."
A redução nos custos é atribuída às soluções de escalabilidade adotadas pela Ethereum. As soluções de Camada 2 (L2) como Base e Arbitrum (ARB) concentram grande parte das atividades dos usuários, reduzindo o custo das taxas na camada base.
A queda no valor das taxas também ocorre em um momento em que a Ethereum se consolida como a rede preferencial para adoção institucional, especialmente para emissão e liquidação de stablecoins e ativos do mundo real (RWA).
No entanto, a análise alerta que a redução drástica nos custos do espaço de bloco levanta questões sobre a sustentabilidade econômica da rede no longo prazo, "particularmente no que diz respeito à receita dos validadores e ao mecanismo de queima de ETH quando a receita de taxas permanece baixa."
Conforme noticiado recentemente pelo Cointelegraph Brasil, o aumento da atividade na Ethereum está vinculado ao crescimento do número de novos usuários. A retenção de novos endereços na rede saltou de pouco mais de 4 milhões para cerca de 8 milhões de endereços em janeiro, segundo dados da Glassnode.
End of dollar hegemony? BRL-pegged stablecoins challenge USDT and move billions in 2025
Operational efficiency and 15% annual interest rates are driving demand for real-pegged stablecoins: volume is set to surpass R$20 billion in 2025, according to an Iporanga Ventures report.
Adoption of real-pegged stablecoins is beginning to challenge the dollar's dominance in Brazil's crypto ecosystem.
Transaction volume is expected to surpass R$20 billion in 2025.
Real appreciation, interest rate attractiveness, and the operational inefficiency of dollar stablecoins are driving the liquidity migration.
Although dollar-pegged stablecoins like USDT and USDC dominate the global landscape with a combined market cap exceeding $300 billion, their unchallenged leadership in Brazil and Latin America is starting to be tested by crypto assets pegged to local currencies.
A report released by Brazilian venture capital fund Iporanga Ventures reveals that the volume transacted by real-pegged stablecoins is set to surpass R$20 billion in 2025. The growing participation of institutional investors in the local market, combined with economic and operational factors, was the primary driver behind the liquidity migration to real-pegged stablecoins. The trend spans Latin America as a whole, challenging the dominance of USDT and USDC across the region.
4 reasons behind the growth of real stablecoin volume
The first driver of this structural shift is the operational friction involved in transactions using dollar-pegged stablecoins. The report highlights that in the real economy, assets like USDT and USDC don't function as everyday currency, since companies must constantly convert their funds to pay taxes, salaries, and local suppliers. This frequent need for conversion and off-ramp generates costs and inefficiencies that local stablecoins eliminate by being integrated into the banking system in compliance with regulation.
The second and third reasons are strictly financial: dollar depreciation and the interest rate differential. In 2025, the Brazilian real appreciated approximately 12% against the US dollar, meaning companies that held cash in dollars saw their reserves depreciate. With Brazil's benchmark Selic rate at around 15% per year, returns offered by dollar-denominated assets became less attractive, driving demand for real-indexed fixed-income instruments.
Finally, the report identified a decisive shift in user profile: institutional flows jumped from just 5% the prior year to 84% of total volume in 2025. The main players in the local market are not using these currencies for crypto trading, but as infrastructure for settling structured financial operations and managing corporate cash flow. "FX on-chain" operations — cross-border payments, international remittances, crypto-backed credit cards, and corporate treasury flows — are the preferred use cases. Liquidity in dollar/real stablecoin pools grew 262% in one year, allowing FX transactions to be executed via smart contracts, faster and cheaper than through traditional banking rails.
Multi-chain ecosystem
Base, Ethereum's (ETH) leading Layer 2 by total value locked, took the lead in volume by offering yield-bearing stablecoins. In second place is Polygon (MATIC), with strong integration with DeFi platforms in emerging markets. The total supply of stablecoins pegged to the real, the Mexican peso, and the Colombian peso already totals R$256.85 million across 11 blockchains. Real-pegged stablecoins lead: BRLV from Crown holds 40.3%, followed by BRZ from Transfero with 29.9%, and BRLA from Avenia with 10.2%.
The report concludes that local stablecoins have moved beyond being mere "casino chips" for retail investors, becoming the building blocks of the globalized economy's financial architecture:
"Local stablecoins are emerging as critical infrastructure for the next phase of digital finance. They combine blockchain programmability, connection to national currencies, the efficiency of global liquidity networks, and DeFi's composability."
The rise of real-pegged stablecoins issued by private entities is occurring in the vacuum left by the Central Bank after it suspended the Drex project — the digital version of the real. Mastercard has assessed that private sector solutions have proven more efficient than various CBDC projects, including Brazil's, whose progress hit the technological limitations of the Central Bank's adopted infrastructure.
Fim da hegemonia do dólar? Stablecoins do real desafiam USDT e movimentam bilhões em 2025
Eficiência operacional e juros de 15% ao ano impulsionam a demanda por stablecoins do real: volume movimentado deve ultrapassar R$ 20 bilhões em 2025, segundo relatório da Iporanga Ventures.
A adoção das stablecoins do real começa a desafiar a hegemonia do dólar no ecossistema de criptoativos brasileiro.
O volume transacionado deve ultrapassar os R$ 20 bilhões em 2025.
A valorização do real, a atratividade da taxa de juros e a ineficiência operacional das stablecoins do dólar estão incentivando a migração da liquidez.
Embora as stablecoins atreladas ao dólar, como o (USDT) e o (USDC), sejam dominantes no cenário global, com uma capitalização de mercado superior a US$ 300 bilhões, sua liderança absoluta no Brasil e na América Latina começa a ser desafiada por criptoativos vinculados a moedas locais.
Um relatório divulgado pelo fundo de capital de risco brasileiro Iporanga Ventures revela que o volume movimentado por stablecoins atreladas ao real deve ultrapassar a marca de R$ 20 bilhões em 2025. O aumento na participação de investidores institucionais no mercado local, associado a fatores econômicos e operacionais, foi o principal responsável pela migração de liquidez para stablecoins pareadas ao real. A tendência não se restringe exclusivamente ao Brasil, mas à América Latina como um todo, desafiando a hegemonia do USDT e do USDC na região.
4 razões para o crescimento do volume de stablecoins do real
O primeiro vetor dessa mudança estrutural é a fricção operacional envolvida em transações que utilizam stablecoins atreladas ao dólar. O relatório destaca que, na economia real, ativos como USDT e USDC não funcionam como moeda corrente, uma vez que as empresas precisam converter seus fundos constantemente para pagar impostos, salários e fornecedores locais. Essa necessidade frequente de conversão gera custos e ineficiências que as stablecoins locais eliminam por estarem integradas ao sistema bancário, em conformidade com a regulação.
O segundo e o terceiro motivos são estritamente financeiros: a desvalorização do dólar e o diferencial da taxa de juros. Em 2025, o real valorizou aproximadamente 12% em relação à moeda norte-americana. Com isso, as empresas que mantiveram caixa em dólares viram suas reservas se depreciarem. Além disso, com a taxa de juros (Selic) no Brasil em torno de 15% ao ano, os rendimentos oferecidos por ativos dolarizados tornaram-se menos atrativos, incentivando a busca por instrumentos de renda fixa indexados ao real.
Por fim, o relatório identificou uma mudança no perfil dos usuários das stablecoins do real: os fluxos institucionais saltaram de apenas 5% no ano anterior para 84% do volume total em 2025. Isso indica que as principais entidades do mercado local não estão usando essas moedas para negociação de criptoativos, mas sim como infraestrutura para liquidação de operações financeiras estruturadas e gerenciamento de fluxo de caixa corporativo. As operações de "FX on-chain" — pagamentos transfronteiriços, remessas internacionais, cartões de crédito lastreados por criptoativos e fluxos de tesouraria corporativa — são os casos de uso preferenciais. A liquidez nos pools de stablecoins do dólar e do real cresceu 262% em um ano, permitindo que operações cambiais sejam executadas diretamente via contratos inteligentes, de forma mais rápida e barata do que pelos trilhos bancários tradicionais.
Ecossistema multi-chain
A Base, principal rede de Camada 2 da Ethereum (ETH) em valor total bloqueado (TVL), assumiu a liderança em volume por oferecer stablecoins de rendimento. Em segundo lugar, figura a Polygon (MATIC), que mantém forte integração com aplicações e plataformas de DeFi de mercados emergentes. O suprimento total de stablecoins atreladas ao real, ao peso mexicano e ao peso colombiano já soma R$ 256,85 milhões, distribuídos em 11 blockchains diferentes. As stablecoins do real respondem pela maior parte desse montante: o BRLV, da Crown, lidera com 40,3% do total, seguido pelo BRZ, da Transfero, com 29,9%, e o BRLA, da Avenia, com 10,2%.
O relatório conclui que as stablecoins locais deixaram de ser meras "fichas de cassino" para investidores do varejo, transformando-se nos alicerces da arquitetura financeira da economia globalizada:
"As stablecoins locais estão emergindo como infraestrutura crítica para a próxima fase das finanças digitais. Elas reúnem a programabilidade do blockchain, a conexão com moedas nacionais, a eficiência das redes globais de liquidez e a capacidade de composição do DeFi."
A ascensão das stablecoins atreladas ao real, emitidas por entidades privadas, ocorre no vácuo deixado pelo Banco Central ao interromper o projeto do Drex – a versão digital do real. A Mastercard avalia que as soluções desenvolvidas pela iniciativa privada têm se mostrado mais eficientes que diferentes projetos de moedas digitais de bancos centrais, incluindo o brasileiro. A gigante de pagamentos global participou das duas fases do Piloto Drex, cuja evolução esbarrou nas limitações tecnológicas da infraestrutura adotada pelo BC.
Can Google's 'quantum money' challenge Bitcoin as the digital monetary standard?
A new quantum token model uses physical properties to guarantee total privacy and unforgeability — but an expert questions whether the advance is enough to challenge Bitcoin's dominance.
Researchers from Google and partner universities presented a quantum money model that could, in the future, challenge Bitcoin as the digital monetary standard.
The system uses physical properties of quantum mechanics to create anonymous, unforgeable tokens.
An expert argues the technology faces technical limitations and poses no real threat to Bitcoin in the short or medium term.
A study conducted by scientists from Google, in partnership with universities in the United States and Czech Republic, proposes a new standard of "quantum money" that could, in the future, challenge Bitcoin (BTC) as the monetary and technological benchmark of the digital economy.
The paper "Anonymous Quantum Tokens with Classical Verification" presents a new model of quantum tokens with applications including digital cash and identity, voting systems, and authentication. According to the researchers, the technology enables secure and inviolable digital payments, even in locations without internet connectivity.
The concept of "quantum money" dates back to the 1960s
The concept of "quantum money" is not entirely new. Since the 1960s, scientists have sought to exploit the no-cloning theorem of quantum mechanics to develop practical use cases. The key differentiator of the model proposed in this paper is that it requires neither long-term quantum memory nor quantum communication on the part of users. Validation is performed through a classical operation structured as a sequence of bits.
The protocol overcomes the limitations of previous models by simultaneously offering anonymity, classical verification, and unforgeability — attributes that other solutions lacked due to infrastructure or security constraints. Unlike cryptocurrencies based on blockchain, whose security derives from mathematical problems, cryptographic signatures, and economic incentives, "quantum money" is guaranteed by physical properties.
Each quantum token is a unique, non-clonable unit that preserves user anonymity, as João Wedson, founder of on-chain data platform Alphractal, explains:
"The differentiator of this model is that you don't need quantum memory — meaning you can measure the token immediately and store it as classical information. Additionally, all tokens are initially identical, so you can detect if the bank is tracking you. After measurement, it becomes a unique code validated by the issuer."
In practice, quantum money works as follows: the bank issues and distributes tokens to users. Through a mechanism called a "swap test," users can verify that their transactions are not being monitored. The quantum tokens are then converted into a classical computational standard, storing values as a sequence of bits. The issuing bank guarantees the legitimacy of the tokens based on its own history. The researchers note that the model presupposes token verification only by the issuing bank, but suggest that in the future it could be integrated into central bank systems.
Beyond digital cash, the new model can be used for any purpose requiring high standards of security, privacy, and anonymity: anonymous digital signature systems, privacy protocols requiring cryptographic proofs for access and authorization, and identity verification and authentication without exposing personal data — including electronic voting.
Does "quantum money" pose a threat to Bitcoin?
Despite the qualities of "quantum money," Wedson does not believe the model presents a threat to Bitcoin's dominance as the digital monetary standard. The first obstacle is purely technical. Although the new standard is theoretically validated, it remains an experimental model that could take at least 50 years to achieve global adoption:
"The main bottleneck is physical: stable, cheap, and scalable quantum hardware is still lacking. You still need quantum communication to initially receive the tokens — a kind of 'quantum ATM' — and software to process it. Mature quantum networks are missing, and each token only works once."
Wedson acknowledges the merits of a monetary standard based on the laws of physics, whose security doesn't depend on mathematical problems that quantum computers could break. However, quantum tokens are single-use, require infrastructure that doesn't yet exist and would likely be expensive, and depend on trust in a central authority.
Even though they are based on entirely different philosophies, Bitcoin and "quantum money" have distinct fundamentals and could be complementary, Wedson argues:
"The quantum model depends on a central issuer and lacks the monetary properties that make Bitcoin unique: limited supply, immutable policy, decentralization, and public auditability by anyone. Bitcoin is scarce, deflationary, and globally verifiable by anyone. They are tools for different problems: Bitcoin for decentralization and digital monetary standard; quantum money for physics-guaranteed privacy in centralized systems like governments and military entities."
For now, the "quantum threat" to Bitcoin remains concentrated on the network's cryptographic vulnerabilities. Bitcoin uses asymmetric cryptography and conventional hash functions. The quantum threat falls specifically on ECDSA, which validates digital signatures and proves fund ownership. A sufficiently powerful quantum computer could use Shor's algorithm to derive private keys from public keys and improperly access funds. The Bitcoin developer community is mobilized to create post-quantum solutions to prevent accelerating technological development from compromising network security.
'Dinheiro quântico' do Google pode desafiar o Bitcoin como padrão monetário digital?
Novo modelo de tokens quânticos usa propriedades físicas para garantir privacidade total e irreprodutibilidade, mas especialista questiona se o avanço é suficiente para desafiar o domínio do Bitcoin.
Pesquisadores do Google e universidades apresentaram um modelo de dinheiro quântico que poderia, no futuro, desafiar o Bitcoin como padrão monetário digital.
O sistema usa propriedades físicas da mecânica quântica para criar tokens anônimos e infalsificáveis.
Um especialista afirma que a tecnologia enfrenta limitações técnicas e não é uma ameaça real ao Bitcoin no curto e médio prazo.
Um estudo conduzido por cientistas do Google, em parceria com universidades dos Estados Unidos e da República Tcheca, propõe um novo padrão de "dinheiro quântico" que, no futuro, pode desafiar o Bitcoin (BTC) como referência monetária e tecnológica da economia digital.
O artigo "Anonymous Quantum Tokens with Classical Verification" (Tokens Quânticos Anônimos com Verificação Clássica, em tradução livre) apresenta um novo modelo de tokens quânticos, com aplicações que incluem dinheiro e identidade digital, sistemas de votação e autenticação. De acordo com os pesquisadores, a tecnologia viabiliza pagamentos digitais seguros e invioláveis, até mesmo em locais sem conexão com a internet.
Conceito de "dinheiro quântico" surgiu nos anos 1960
O conceito de "dinheiro quântico" não é propriamente novo. Desde a década de 1960, cientistas tentam explorar o teorema da não clonagem da mecânica quântica para desenvolver casos de uso com finalidades práticas. O diferencial do modelo proposto no artigo é que ele não requer memória quântica de longo prazo nem comunicação quântica por parte dos próprios usuários. A validação é realizada por meio de uma operação clássica estruturada em uma sequência de bits.
O protocolo supera limitações de modelos anteriores por oferecer simultaneamente anonimato, verificação clássica e irreprodutibilidade. Diferentemente das criptomoedas baseadas em blockchain, cuja segurança deriva de problemas matemáticos, assinaturas criptográficas e incentivos econômicos, o "dinheiro quântico" é garantido por propriedades físicas. O novo modelo é imune a cópias ou falsificações, e cada token quântico é uma única cópia que não pode ser clonada, como explica João Wedson, fundador da plataforma de dados on-chain Alphractal:
"O diferencial desse modelo é que você não precisa de memória quântica; ou seja, pode medir o token imediatamente e guarda-lo como informação clássica. Além disso, todos os tokens são inicialmente idênticos, então você consegue detectar se o banco está te rastreando. Depois da medição, vira um código único validado pelo emissor."
Na prática, o novo "dinheiro quântico" funciona da seguinte forma: o banco emite e distribui os tokens aos usuários. Por meio de um mecanismo intitulado swap test (teste de troca), os usuários podem assegurar que suas transações não estão sendo monitoradas. Posteriormente, os tokens quânticos são convertidos em um padrão computacional clássico, que armazena os valores em uma sequência de bits. O banco emissor garante a legitimidade dos tokens com base em seu histórico. Os pesquisadores observam que o modelo pressupõe a verificação dos tokens apenas pelo banco emissor, mas sugerem que, no futuro, seria possível integrá-lo aos sistemas de bancos centrais.
Além do "dinheiro quântico", o novo modelo pode ser utilizado para assinaturas digitais anônimas, protocolos de privacidade que exigem provas criptográficas para acesso e autorização, e para verificação de identidade sem exposição de dados pessoais, incluindo votação eletrônica.
"Dinheiro quântico" representa uma ameaça ao Bitcoin?
Apesar das qualidades do "dinheiro quântico", Wedson não acredita que o modelo apresentado represente uma ameaça à hegemonia do Bitcoin como padrão monetário digital. O primeiro obstáculo é eminentemente técnico: embora o novo padrão seja validado pela teoria, ainda se trata de um modelo experimental, que poderia levar pelo menos 50 anos para ganhar adoção global:
"A grande trava é física: falta hardware quântico estável, barato e escalável. Você ainda precisa de comunicação quântica para receber os tokens inicialmente, tipo um 'caixa eletrônico quântico' e software para processar isso. Faltam redes quânticas maduras e cada token só funciona uma vez."
Wedson reconhece qualidades em um padrão monetário baseado nas leis da física, cuja segurança não depende de problemas matemáticos que computadores quânticos possam quebrar. No entanto, os tokens quânticos são de uso único e exigem uma infraestrutura ainda inexistente e potencialmente cara, além da confiança em uma autoridade central.
Ainda que se baseiem em filosofias completamente diferentes, Bitcoin e "dinheiro quântico" podem ser complementares, afirma Wedson:
"O modelo quântico depende de um emissor central e não tem as propriedades monetárias que fazem o Bitcoin ser único: oferta limitada, política imutável, descentralização e auditoria pública por qualquer pessoa. O Bitcoin é escasso, deflacionário e verificável globalmente por qualquer um. São ferramentas para problemas diferentes: Bitcoin para descentralização e padrão monetário digital; dinheiro quântico para privacidade garantida por física em sistemas centralizados como governos e entidades militares."
Por enquanto, a "ameaça quântica" ao Bitcoin está concentrada nas vulnerabilidades criptográficas da rede. O Bitcoin utiliza algoritmos de criptografia assimétrica e funções de hash convencionais. A ameaça quântica recai especificamente sobre o ECDSA, que valida as assinaturas digitais e comprova a propriedade dos fundos. Um computador quântico suficientemente poderoso poderia usar o algoritmo de Shor para decifrar chaves privadas a partir de chaves públicas e acessar fundos indevidamente. A comunidade de desenvolvedores do Bitcoin está mobilizada para criar soluções pós-quânticas para evitar que uma aceleração no desenvolvimento da tecnologia comprometa a segurança da rede.
Solana's DePIN protocol chooses Brazil to accelerate global expansion of decentralized internet
Helium and Mambo WiFi create a joint venture to expand decentralized, high-speed internet access in Brazil, rewarding users for participating in the network.
Helium Network chose Brazil as its base to accelerate the global expansion of its decentralized internet infrastructure.
The strategy involves the creation of a joint venture between Helium and Mambo WiFi.
Helium's system reduces network congestion and rewards users for participating in the network.
Helium Network (HNT) and Mambo WiFi have announced the creation of a joint venture in Brazil to offer decentralized, high-speed internet connectivity services.
The Solana-based DePIN protocol will act as a complementary infrastructure layer for telecom companies, while Mambo ensures national reach, customer relationships, and local operations. The partnership aims to make Helium's decentralized infrastructure available to millions of Brazilian users, reducing connectivity bottlenecks in a country where more than 100 million people rely on shared or public Wi-Fi as their primary means of internet access.
The joint venture will deploy Helium's infrastructure across Mambo's network of approximately 40,000 Wi-Fi hotspots, introducing a connectivity model that rewards users and businesses for their participation in the network. The service is also aimed at telecom carriers, which will be able to route part of their network traffic through this decentralized infrastructure, reducing congestion and expanding coverage.
The partnership will allow individuals, businesses, and providers to install Helium's Hotspots 2.0 to extend mobile network signal. When connecting to the decentralized network, the user leaves their carrier's system and joins the Wi-Fi network offered by the establishment or business — performing what is known as traffic offload.
Helium currently operates 120,000 hotspots across the United States and Mexico, serving approximately two million users per day. Brazil is the third country where Helium will offer its services and is strategic in the DePIN protocol's international expansion.
Katie Pierozzi, co-founder and CEO of Mambo WiFi, stated that Brazil's three major mobile carriers have expressed interest in adopting the technology. Pierozzi explains that the cost of expanding coverage through 5G networks is significantly higher than adopting already-installed Wi-Fi infrastructure.
Helium's system can improve connectivity in high-traffic areas (airports, shopping centers, smart cities) by combining Mambo-managed Wi-Fi hotspots with Helium's incentive logic. The first tests in Brazil will be conducted at Terminal Intermodal Gentileza, Rio de Janeiro's largest public transportation hub. According to Pierozzi, the user experience is intended to be seamless: after initial setup, there will be no need to search for networks, fill out forms, or watch ads.
Helium is one of the DePIN sector's pioneers
Helium is a decentralized network where any participant can install a hotspot to provide coverage and receive rewards in HNT, the network's native governance token. Originally developed on its own blockchain, the protocol migrated its consensus layer to Solana in 2023, which is now used as the settlement and token coordination layer. In December 2023, Helium launched Helium Mobile, offering plans with unlimited internet access for $20 per month in the United States. The service currently has 600,000 users, according to data from Dune Analytics.
Protocolo DePIN da Solana escolhe o Brasil para acelerar expansão global de internet descentralizada
A Helium e a Mambo WiFi criaram uma joint venture para expandir o acesso descentralizado e de alta velocidade à internet no Brasil, remunerando usuários pela participação na rede.
A Helium Network escolheu o Brasil como base para acelerar a expansão global de sua infraestrutura de internet descentralizada.
A estratégia envolve a criação de uma joint venture entre a Helium e a Mambo WiFi.
O sistema da Helium reduz congestionamentos e remunera usuários pela participação na rede.
A Helium Network (HNT) e a Mambo WiFi anunciaram a criação de uma joint venture no Brasil para oferecer serviços de conectividade descentralizada e de alta velocidade à internet.
O protocolo DePIN baseado na Solana atuará como uma camada de infraestrutura complementar às empresas de telefonia, enquanto a Mambo garante o alcance nacional do serviço, a relação com os clientes e a operação local. O objetivo da parceria é disponibilizar a infraestrutura descentralizada da Helium a milhões de usuários brasileiros, reduzindo gargalos de conectividade em um país onde mais de 100 milhões de pessoas dependem de Wi-Fi compartilhado ou público como principal forma de acesso à internet.
A joint venture utilizará a infraestrutura descentralizada da Helium na malha de cerca de 40 mil hotspots Wi-Fi da Mambo, introduzindo no mercado brasileiro um modelo de conectividade que remunera usuários e empresas por sua participação na rede. O serviço também é voltado para operadoras de telefonia, que poderão distribuir parte do tráfego de suas redes para essa infraestrutura descentralizada, reduzindo congestionamentos e expandindo a conectividade.
A parceria permitirá que pessoas, empresas e provedores instalem os Hotspots 2.0 da Helium para a ampliação do sinal de redes móveis. Ao se conectar à rede descentralizada, o usuário sai do sistema de sua operadora e entra na rede Wi-Fi oferecida pelo estabelecimento ou empresa, fazendo o chamado offload de tráfego.
Atualmente, a Helium conta com 120 mil hotspots distribuídos pelos Estados Unidos e México, atendendo cerca de dois milhões de usuários por dia. Terceiro país em que a Helium passará a oferecer seus serviços, o Brasil é estratégico no projeto de expansão internacional do protocolo DePIN.
Katie Pierozzi, cofundadora e CEO da Mambo WiFi, afirma que as três grandes operadoras de telefonia móvel que atuam no país têm interesse em adotar a tecnologia. Pierozzi explica que os custos de expansão da cobertura por meio de redes 5G são significativamente maiores do que a adoção de infraestrutura baseada em Wi-Fi já instalada.
O sistema da Helium tem a capacidade de melhorar a conectividade em áreas de grande fluxo (aeroportos, centros comerciais, cidades inteligentes) ao combinar hotspots Wi-Fi gerenciados pela Mambo com a lógica de incentivos da Helium. Os primeiros testes do sistema no Brasil serão realizados no Terminal Intermodal Gentileza, o maior hub de transporte público do Rio de Janeiro. Para o usuário, a ideia é que a experiência seja automática: após a configuração inicial e a criação de um perfil, não haverá a necessidade de buscar redes, preencher cadastros ou assistir anúncios para poder acessar a rede.
Helium é uma das pioneiras no setor de DePIN
A Helium é uma rede descentralizada em que qualquer participante pode instalar um hotspot para fornecer cobertura e receber recompensas em HNT, o token nativo de governança da rede. Desenvolvido originalmente em uma blockchain própria, o protocolo migrou em 2023 sua camada de consenso para a Solana, que passou a ser usada como camada de liquidação e coordenação de tokens. Em dezembro de 2023, a Helium lançou o Helium Mobile e passou a oferecer planos com acesso ilimitado à internet por US$ 20 mensais nos Estados Unidos. Atualmente, o serviço conta com 600 mil usuários, de acordo com dados da Dune Analytics.